Preso em MS por matar e esquartejar em batismo do PCC tenta liberdade pelo coronavírus

O juiz negou o pedido feito pela Defensoria Pública

Foi publicado no Diário da Justiça a terça-feira (5) a negativa ao pedido de habeas corpus para Jean Albert da Silva, condenado pela morte de Alex Mohd Jaber, em dezembro de 2018. O pedido foi feito com base nos riscos de contaminação pelo coronavírus, mas foi negado pelo Judiciário.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Jean foi o responsável pelo assassinato de Alex, como forma de batismo pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Alex foi assassinado em um Tribunal do Crime, por ser membro do CV (Comando Vermelho), facção rival.

A denúncia apontou a participação de seis pessoas, que teriam mantido Alex em cárcere privado, levando ele de uma casa para outra até que acontecesse a execução. O rapaz teria até mesmo dito que entregaria outros membros do CV para que não fosse assassinado, mas a ordem da morte foi dada.

O responsável por ordenar o homicídio foi um detento do Presídio de Segurança Máxima, conforme apurou o MPMS. Ele determinou que Jean deveria assassinar Alex para que fosse batizado na facção criminosa e assim aconteceu o crime. Alex foi morto com cinco facadas no pescoço, depois decapitado e esquartejado.

As partes do corpo da vítima foram colocadas em sacos pretos e jogadas em um córrego, sendo encontrado nas margens da BR-262. Jean responde por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa.

Na tentativa de conseguir prisão domiciliar, teve o pedido negado. Nas alegações, a justificativa é de que não há informação de contaminação pelo coronavírus onde Jean está preso, nem mesmo ele integra grupo de risco.

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