Preso com quadrilha que escavou túnel até banco faz novo pedido de liberdade

Advogado pediu pela segunda vez habeas corpus do réu

Na terça-feira (11), defesa entrou com novo pedido de habeas corpus para Robson Alves do Nascimento, pedreiro preso com quadrilha responsável por escavar um túnel até a central do Banco do Brasil em Campo Grande. O flagrante aconteceu em 22 de dezembro de 2019 e a quadrilha agora está no Presídio de Segurança Máxima.

Mais uma vez, a defesa alega constrangimento ilegal, relembrando que no dia 5 de fevereiro o primeiro pedido de liberdade foi negado, sem contar a conversão do flagrante em prisão preventiva na audiência de custódia. O advogado afirma que “os crimes imputados ao paciente não correspondem com a realidade”.

Para a defesa, Robson foi chamado para morar em Campo Grande contratado para realizar uma grande construção, mas não sabia dos ilícitos a serem praticados. “O paciente não tinha ciência alguma que tivesse realizando uma atividade ilícita, pois lhe fora informado que seria escavado um buraco para fazer parte da estrutura de um shopping que naquele lugar seria erguido”. A alegação já tinha sido usada no primeiro pedido de habeas corpus.

A defesa também afirma que no depoimento de Robson não há qualquer confissão de participação no crime, relatando também que ele não foi preso na cena do crime. Ainda consta no pedido que Robson não tem antecedentes criminais, ou seja, é réu primário, tem ocupação lícita e residência física, o que garantiria a ele direito de responder ao processo em liberdade.

O pedido foi distribuído e aguarda decisão.

Relembre o depoimento

Casa de onde foi escavado o túnel (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

Para o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Sequestro), Robson disse que foi procurado por ‘Gordinho’, que é morador em São Paulo (SP) e que ofereceu a ele oportunidade para ganhar dinheiro. Para isso ele precisaria arrumar uma casa para duas pessoas em Campo Grande.

Foi assim que Robson alugou a residência no Zé Pereira e ao chegar se encontrou com ‘Véio’, apontado a princípio como o mandante do crime, que segue em investigação para identificação. Ele também era responsável por enviar dinheiro para custos da residência e seis pessoas se hospedaram no local.

No depoimento, Robson teria dito que não tinha horário certo para trabalharem, mas afirmou que “tinham a função de cavar o túnel no intuito de atingir o cofre da agência do Banco do Brasil, para subtraírem o dinheiro”. Por fim ele afirmou que receberia R$ 300 mil pelo serviço, mas que a esposa não tinha participação nem sabia do crime.

Robson permaneceu junto com os outros presos por 19 dias nas celas do Garras, sendo transferido posteriormente para o Presídio de Segurança Máxima.

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