Presa quadrilha que despachava maconha em caixas por companhia aérea

Droga tinha como destinos cidades do litoral brasileiro

Quatro pessoas, dois homens de 25 e 27 anos e duas mulheres de 31 e 39 anos, foram presos por tráfico interestadual de drogas na quarta-feira (15), após duas semanas de monitoramento. Eles seriam responsáveis por despacharem caixas de metal soldadas, com quilos de maconha dentro, por meio de uma companhia aérea.

O delegado Hoffman D’Ávila, da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) esclareceu ao Midiamax que a investigação foi feita em conjunto com a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira). A quadrilha já era monitorada há duas semanas e na quarta-feira, policiais foram até a casa onde eles moravam, no Nova Lima.

Em determinado momento os policiais viram um dos homens chegar com uma caixa de metal e fizeram a abordagem. Na sala da residência foram encontrados 100 quilos de maconha em tabletes e duas caixas de metal, soldadas. As caixas foram abertas e dentro de cada uma havia mais 100 quilos do entorpecente. Ainda foram encontradas outras porções da droga, totalizando quase 400 quilos.

Droga foi apreendida (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Segundo o delegado, foi apurado que o grupo era comandado por um morador em Blumenau (SC), que matinha contato com um detento do Presídio de Segurança Máxima. O preso orientava os quatro sobre onde buscariam a droga e para onde enviariam. O entorpecente apreendido seguiria tanto para Blumenau quanto para Recife (PE).

A droga era enviada através de uma companhia aérea e será investigado se algum funcionário do aeroporto tinha conhecimento dos fatos, já que as caixas passavam pelo raio-x e a droga não estava escondida, apenas colocada nas caixas soldadas. Conforme Hoffman, o valor da maconha em Campo Grande chega a R$ 300 o quilo, enquanto em Recife custa R$ 1,5 mil e em Blumenau pode alcançar os R$ 2,5 mil.

Delegado Hoffman D’Ávila (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

A suspeita é de que o entorpecente ‘abasteceria’ as cidades litorâneas para o carnaval, mas os presos não confirmaram os fatos. Eles já tinham passagem por tráfico de drogas e dois deles cumpriam pena pelo crime, em liberdade. Para entregar a droga que foi apreendida, o grupo receberia R$ 7 mil.

O soldador tinha acabado de sair da casa no momento em que a polícia chegou. Os policiais buscam identificar o homem, que deve ser indiciado. Há suspeita que um motorista de aplicativo também teria participação no crime. Os envolvidos responderão por associação criminosa e tráfico interestadual.

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