Policial civil preso com cocaína na Omertà é transferido, mas continua na ativa

Foi remanejado de Ponta Porã para Corumbá

Publicação datada de segunda-feira (10), no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (11), transfere o policial civil Rafael Grandine Salles para a cidade de Corumbá. Ele atuava em Ponta Porã, fronteira com o Paraguai, quando foi preso em 22 de novembro nas investigações da Omertà.

Conforme a publicação, assinada pelo delegado-geral Marcelo Vargas Lopes, o escrivão Rafael tem dez dias de trânsito, para que se mude para Corumbá e lá continue as atividades. O policial civil ficou preso por aproximadamente dois meses, voltando à liberdade no fim de janeiro, após pedido de habeas corpus.

Flagrante e prisão preventiva

Rafael afirmou em depoimento que não sabia da cocaína que estava e um dos quartos da casa, que era dividida com os policiais presos Vladenilson Olmedo, Frederico Maldonado e Elvis Camargo Lima.

O policial ainda ressaltou que sabia que buscas seriam feitas na casa após a deflagração da Operação Omertà, e que não mexeu ou retirou nada do lugar por que sabia que poderia ser acusado de destruição ou ocultação de provas. A residência era dividida com outros colegas de profissão, segundo ele por ser muito grande, com três quartos, sala, cozinha e área de lazer.

O escrivão foi preso em uma casa em Terenos, a 28 quilômetros de Campo Grande. O mandado foi cumprido por equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Três dias após o flagrante, ele teve a prisão preventiva decretada.

Operação Omertà

Os policiais civis foram presos em 27 de setembro deste ano, durante a Operação Omertà. A operação cumpriu mandados de prisão preventiva, temporária e mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Bonito.

Além dos policiais também foram presos guardas municipais, policial federal e um militar do Exército, suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

As investigações do Gaeco tiveram início em abril de 2019, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras.

Os membros da organização criminosa tidos como líderes e gerentes atualmente estão detidos no Presídio Federal de Mossoró (RN). São eles Jamil Name, Jamil Name Filho, o policial civil Marcio Cavalcanti da Silva, o ‘Corno’ e o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o ‘Vlade’

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