Polícia pede prisão preventiva de pai que estuprou criança e ainda filmou

Polícia continua ouvindo testemunhas e tenta localizar suspeito

A Polícia Civil pediu a prisão de um homem de 33 anos de idade, acusado de estuprar a filha de sete anos e ainda filmar o crime. O pedido ainda não foi analisado pelo Poder Judiciário e a polícia continua com as buscas para localizar o suspeito. Ele já é considerado foragido, por força de um mandado de prisão expedido pela Comarca de Corumbá por violência doméstica.

A delegada da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) Franciele Candotti, disse que nesta sexta-feira (17), uma jovem de 20 anos, irmã da atual esposa do suspeito. Essa jovem seria filha da primeira esposa do acusado.

Ela contou em depoimento que conviveu até os cinco anos com a mãe e o padrasto, acusado pelo estupro da filha de 7 anos, e depois morou com uma tia. Ela relatou que guarda memórias ruins da época, mas não soube se expressar, conforme a polícia, que também suspeita que ela possa ter sido vítima de abuso sexual. A polícia prossegue com as investigações e tenta localizar o suspeito, também a esposa dele.

O caso foi descoberto nesta semana, quando uma testemunha que chamou a polícia e o Conselho Tutelar teria recebido um vídeo do acusado em que ele aparece estuprando a filha de 7 anos, com a ajuda da esposa que segura a criança para que o crime seja cometido.

Quando a polícia chegou a residência não encontrou os pais, que fugiram e agora são procurados. Os irmãos foram encontrados em situação precária, em uma casa suja e sem comida. Não há informação de quanto tempo as vítimas foram abandonadas.

Os irmãos de, 13, 12, 7 e 4 anos foram levados pelo Conselho Tutelar e ouvidos na delegacia. A menina de 7 anos confirmou que era estuprada pelo pai, mas não soube precisar a quanto tempo o crime acontecia dizendo que o último abuso ocorreu em dezembro de 2019. O celular do pai não foi encontrado.

A polícia apreendeu o celular do adolescente de 13 anos, que passa por perícia. Inicialmente nada foi encontrado no aparelho. Os irmãos estavam fora da escola desde o ano passado e eram ameaçados pelo pai, caso contassem a alguém o que acontecia. O casal foi indiciado por estupro, abandono intelectual e ameaça.

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