Polícia acredita que morte de adolescente não teria ligação com facções criminosas

O caso é investigado e ainda não há autoria definida do crime

A execução do adolescente de 15 anos na tarde de quinta-feira (23) segue em investigação pela polícia de Coxim, município distante 258 quilômetros de Campo Grande. Com passagem por homicídio e já conhecido no meio policial, o adolescente se dizia integrante de facção criminosa, mas o fato não teria ligação com o crime.

O jovem foi morto a tiros na casa da avó, onde estava com alguns amigos. Ele ainda tentou correr, mas a dupla que estava na motocicleta acertou pelo menos dois disparos e o adolescente morreu no quintal da residência, antes da chegada do socorro. Algumas pessoas chegaram a levantar questão de que ele teria sido assassinado em briga de facções.

O delegado Fernando Dantas, titular da 1ª Delegacia de Coxim, afirma que não há comprovação de que ele integrava facção criminosa, a não ser pelo que ele contava aos amigos. Os outros jovens que estavam no local com ele não souberam dizer para a polícia quem seriam os atiradores e a motivação do crime também ainda é investigada.

Só Deus sabe a minha hora

Polícia acredita que morte de adolescente não teria ligação com facções criminosas
(Foto: Edição MS)

Antes do homicídio, o adolescente teria escrito na própria perna a frase “O perigo me fascina, a liberdade me namora. Como diz os vida loka, só Deus sabe a minha hora”. A frase estava incompleta e abaixo o número 157, referência ao artigo que trata do crime de roubo com emprego de grave ameaça no Código Penal.

O jovem é autor do latrocínio de José Salvador Silva Filho, de 60 anos, ocorrido em setembro de 2019. Ele também seria autor de violência doméstica contra a própria avó e tinha deixado a Unei (Unidade Educacional de Internação) no fim de março.

Polícia acredita que morte de adolescente não teria ligação com facções criminosas
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