PM preso por integrar a Máfia dos Cigarreiros é transferido para reserva remunerada

Ele foi preso em 2018 e condenado na Justiça Militar

Luciano Espíndola da Silva, policial militar preso em 2018 no âmbito da Operação Oiketicus, foi transferido para a reserva remunerada da PMMS ( de Mato Grosso do Sul). A transferência foi assinada e publicada nesta terça-feira (16), no .

A transferência para a reserva remunerada, uma aposentadoria da carreira militar, foi assinada pelo diretor-presidente da (Agência de Previdência Social), Jorge Oliveira Martins. Contudo, em janeiro deste ano Luciano já tinha sido notícia por uma notificação para que fosse incluído no quadro de promoções da PMMS.

Máfia dos Cigarros

A Operação Oiketicus foi desencadeada em 2018 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Corregedoria Geral da . Ao todo, 29 policiais foram denunciados por corrupção passiva e organização criminosa, por integrarem a chamada Máfia dos Cigarros. Entre eles, Luciano Espíndola.

As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de Mato Grosso do Sul davam suporte ao contrabando, mediante pagamento sistemático de propina, interferindo na fiscalização de caminhões de cigarros, para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos. De acordo com a denúncia, os cigarreiros agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas.

Além disso, as atividades eram desenvolvidas em dois grandes núcleos. O primeiro núcleo compreendia a região de Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna, e Bonito; ao passo que o segundo Maracaju, Dourados, Naviraí, Mundo Novo, Iguatemi, Japorã e Eldorado.

Quem foram os policiais presos

São eles Admilson Cristaldo Barbosa, Alisson José Carvalho de Almeida, Anderson Gonçalves de Souza, Angelúcio Recalde Paniagua, Aparecido Cristiano Fialho, Claudomiro de Goez Souza, Claiton de Azevedo, Clodoaldo Casanova Ajala, Elvio Barbosa Romeiro, Erick dos Santos Ossuna, Francisco Novaes, Ivan Edemilson Cabanhe, Jhondnei Aguilera, Kelson Augusto Brito Ujakov, Kleber da Costa Ferreira, Lindomar Espindola da Silva, Lisberto Sebastião de Lima, Luciano Espindola da Silva, Maira Aparecida Torres Martins, Marcelo de Souza Lopes, Nazário da Silva, Nestor Bogado Filho, Nilson Procedônio Espíndola, Oscar Leite Ribeiro, Ricardo Campos Figueiredo, Roni Lima Rios, Soares Borges, Valdson Gomes de Pinho e Wagner Nunes Pereira.

Foram inocentados ou recorreram

Aparecem na lista dos inocentados Anderson, Claudomiro, Claiton, Clodoaldo, Kleber, Nazário, Nestor, Nilson, Roni, e Wagner. Os outros foram condenados, mas nem todos respondem pelos mesmos crimes. Dentre eles, Angelucio, Elvio, Erick, Francisco, Ivan, Jhondnei, Lisberto e Valdson tiveram pedidos acatados pelo (Supremo Tribunal Federal) e cumprem as condenações em liberdade, com medidas restritivas.

Já Luciano, preso em 2018, foi condenado pela Justiça Militar em 2019.

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