Polícia

Pela segunda vez, Justiça nega liberdade a cafetina que matou ex-servidor da Sefaz

Pela segunda vez a Justiça negou o pedido da defesa de Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, 28 anos, acusada de matar o ex-superintendente da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Daniel Nantes Abuchain, para liberdade e uso de tornozeleira eletrônica como substituição de sua prisão. Atualmente, a cafetina esta encarcerada no presídio feminino de Corumbá a […]

Thatiana Melo Publicado em 07/05/2020, às 10h36 - Atualizado às 13h50

(Arquivo)
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Pela segunda vez a Justiça negou o pedido da defesa de Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, 28 anos, acusada de matar o ex-superintendente da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Daniel Nantes Abuchain, para liberdade e uso de tornozeleira eletrônica como substituição de sua prisão. Atualmente, a cafetina esta encarcerada no presídio feminino de Corumbá a 444 quilômetros de Campo Grande.

Em outro pedido feito pela defesa, no dia 13 de abril deste ano, para que Fernanda cumprisse a pena até o seu julgamento em casa, com medidas cautelares foi alegado que a cafetina estava encarcerada há muito tempo, desde novembro de 2018 e também devido a pandemia do coronavírus (Covid-19). Mas em sua decisão, o juiz de direito Carlos Alberto Garcete, afirmou que Fernanda não fazia parte do grupo de risco, já que tem 29 anos e nenhuma prova de doença grave respondendo ao pedido feito pela defesa alegando o coronavírus.

Neste novo pedido feito no início de maio, a defesa alegou que a ré havia colaborado durante o andamento do processo e que já estava presa há muito tempo, sendo assim, feiro o pedido de prisão domiciliar com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira, o que foi negado pelo juiz relator da 1º Câmara Criminal, José Eduardo Meneghelli, na última terça-feira (5).

Fernanda iria passar por julgamento em agosto de 2019, mas teve o júri cancelado sem data provável marcada. Segundo a defesa de Fernanda não há indícios suficientes que comprovem que ela teria assassinado Daniel, já que existe a possibilidade de que uma terceira pessoa estaria no quarto do motel no dia do crime, 18 de novembro de 2018. Fernanda foi presa no dia 20 de novembro. Ao ser interrogada em juízo, ela negou as acusações, imputando o crime a uma terceira pessoa que teria obrigado ela atrair a vítima para o motel.

Relembre o crime

O crime aconteceu em Campo Grande, no dia 18 de novembro de 2018. Conforme relatos de funcionários do motel, localizado no bairro Noroeste, em Campo Grande, Fernanda chegou ao local conduzindo o veículo Pajero, acompanhada por Daniel, no banco do passageiro. “Ela estava nervosa e ele parecia estar tranquilo”, informaram.

A mulher seguiu para o quarto, mas demorou menos de 30 minutos para pedir a conta. Ao ver que Fernanda saiu, a recepcionista afirmou que ligou para a camareira e questionou se estava tudo bem, já que não viu Daniel no banco do passageiro. A camareira relatou que o quarto estava cheirando sangue e que Fernanda pagou com três notas de R$ 50 com algumas manchas de sangue.

O corpo de Daniel foi localizado em meio a um matagal próximo a Uniderp Agrárias, enrolado em uma toalha, com a pele muito branca e pés enrugados. O carro foi localizado em Bonito e Fernanda foi presa no dia 20 de novembro após ser expedido mandado de prisão contra ela.

A Polícia Civil trabalhou com apoio de imagens de câmeras de segurança, em momentos que mostram Fernanda na casa de Daniel e depois os dois saindo na Pajero, sentido ao motel, onde aconteceu o crime. Também foram localizadas mensagens trocadas por eles via WhatsApp.

A polícia afirma que Fernanda entra em contradição muitas vezes em relação ao crime. Primeiro, afirmando que matou ele sozinha no carro por ser assediada por Daniel várias vezes. Depois, a mulher diz que estava sendo ameaçada por um homem e foi forçada a cometer o crime. Na época dos fatos, a polícia informou que Fernanda não teria força suficiente para matar Daniel, que pesava 80 quilos e carregá-lo até o porta-malas, cogitando a possibilidade de um comparsa.

Jornal Midiamax