‘Patrão’ dos cigarreiros de MS, ex-PM deve ser transferido para presídio federal em Mossoró

Pedido de transferência foi aceito em outubro

Na última quarta-feira (25), quase um mês após a Justiça Federal em Ponta Porã ser favorável à transferência de Fábio Costa para uma unidade federal, foi feita a juntada dos documentos. O arquivo de 1.042 páginas agora será encaminhado para a Corregedoria Judicial do Presídio Federal de Mossoró (RN), para onde o réu deve ser transferido.

O despacho é da 2ª Vara Federal de Ponta Porã, de terça-feira (24), com pedido da juntada dos documentos, que deveriam ser encaminhados para a Corregedoria do . No dia seguinte os documentos já estavam disponíveis e agora Fábio deve seguir para a unidade, após ficar mais de dois meses em um presídio no Paraná.

Após o pedido de transferência feito pelo (Ministério Público Federal), a defesa de Fábio chegou a solicitar que ele não fosse para Mossoró, por causa da distância.

Denúncia e crimes

Fábio Costa, mais conhecido como Pingo ou Japonês, é ex-policial militar de . Na , em 2018, ele foi apontado pelo como ‘patrão’ da organização criminosa investigada, que atuava no contrabando de cigarros do . Além de Pingo, outros três também foram denunciados como chefes da organização.

Na denúncia, consta que o grupo era responsável por formar um consórcio multimilionário, focado na criação dos “corredores logísticos de passagem”. Ou seja, rotas delimitadas pelos criminosos nas rodovias de , para a entrada dos cigarros contrabandeados do país vizinho.

Como função dos patrões estavam a articulação da logística, como estabelecer as rotas, contratação e demissão de ‘gerentes’ e motoristas, também definir o valor que seria pago aos outros integrantes da organização criminosa. Além disso quais os dias em que trabalhariam e quais seriam de paralisação do transporte.

Os caminhões utilizados pelo grupo eram na maioria roubados ou furtados e tinham os sinais de identificação modificados. De forma extremamente organizada, o grupo teria feito a passagem de aproximadamente 1.000 carregamentos de cigarro para o Brasil, entre janeiro e dezembro de 2017.

Fábio foi denunciado por praticar o crime de receptação 16 vezes, 23 vezes crime contra telecomunicações, 9 vezes corrupção ativa, uma por falsidade ideológica, 9 por falsificação de documento particular e 6 por falsificação de documento público. Para o , Pingo é considerado de altíssima periculosidade.

Prisão de Fábio

Mesmo com a prisão preventiva decretada, Fábio permaneceu foragido – e na lista dos 26 mais procurados no país – até ser localizado em 11 de outubro deste ano. Ele estava na mansão em que vivia, no Salto del Guairá (PY), quando agentes da Polícia Nacional a o encontraram.

Fábio estava em um esconderijo, em que entrava por uma churrasqueira, e ficou horas escondido no local. Depois de ser preso, foi expulso e encaminhado ao presídio em Foz do Iguaçu (PR).

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