Paraguai investiga estupro e trabalho forçado em plantação de maconha na fronteira de MS

Ações são conduzidas por duas promotoras e tem como alvo guerrilheiros e narcotraficantes

Com base em ofensivas articuladas contra o EPP (Exército do Povo Paraguaio), o Ministério Público do Paraguai investiga denúncia de estupros de meninas e de trabalho forçado em plantações de maconha. As ações acontecem na comunidade indígena do povo Paĩ Tavyterã, no Departamento de Amambay, fronteira com Mato Grosso do Sul.

Além do EPP, um dos alvos da Justiça do Paraguai é o narcotráfico, que tem forte influência na região e também emprega muitos indígenas no cultivo ilegal de maconha. Os processos investigativos são conduzidos pelas promotoras Nathalia Acevedo e María Isabel Arnold, da Unidade Especializada de Combate ao Tráfico de Seres Humanos.

Na semana passada a representante do povo Paĩ Tavyterã, Digna Morilla, denunciou ao Indi  (Instituo Indígena do Paraguai), que mulheres e meninas povos indígenas dos povos originários são estuprados e prostituídos por traficantes de drogas e que jovens foram submetidos a trabalhos forçados nas plantações de  maconha.

No dia 10 de setembro, os indígenas, conforme o Última Hora, se manifestaram contra o sequestro de Adelio Mendoza, 21, o jovem indígena levado junto com o ex-vice-presidente Óscar Denis Sánchez por uma célula do EPP e libertado após pressão da comunidade que ameaçou entrar nas matas e destruir acampamentos.

 

 

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