Operação com alvo em MS mira secretário e jornalista por corrupção na publicidade de RO

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos

A dona da empresa Atua Comunicação em Rondônia foi alvo da operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), na manhã desta quarta-feira (19), em Campo Grande, no bairro Vila Vilas Boas.

O Gaeco foi até a residência, um sobrado no bairro Vila Vilas Boas, às 6 horas da manhã desta quarta (19) para cumprir os mandados, em apoio aos agentes de Rondônia, na deflagração da Operação Propagare contra corrupção, fraudes em licitações e organização criminosa. O secretário municipal de Porto Velho e jornalistas estariam na mira da operação.

A operação é um desdobramento das Operações Termópilas, em 2011 quando foram cumpridos 71 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva e temporária. Foi descoberta na época, a corrupção na Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia no desvio de verbas do SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2014 foi deflagrada a Operação Plateias, que cumpriu 27 mandados contra organização criminosa, formada por lobistas e agentes públicos, que teriam desviado mais de R$ 57 milhões, em contratos que chegavam a quase R$ 300 milhões, em oito secretarias de Rondônia onde foram encontradas irregularidades em processo licitatórios.

Na Operação Propagare descobriu-se a estrutura criminosa envolvendo servidores públicos, diversas empresas do ramo de publicidade e agentes políticos, que praticaram ilícitos de corrupção, crimes licitatórios e organização criminosa a fim de direcionar licitações para contratação de serviços de publicidade e propaganda.

As contratações ilícitas tiveram início no ano de 2011, sendo os contratos aditivados ao longo do tempo. Os envolvidos direcionavam as licitações de publicidade para beneficiar a empresa investigada, que de forma ilícita, superfaturava e subcontratava outras empresas pertencentes a familiares. Os prejuízos causados à Administração Pública, até o momento, ultrapassam milhões de reais, uma vez que as empresas investigadas já receberam dos cofres públicos estaduais mais de R$ 120 milhões.

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