Número de membros de facções brasileiras quintuplica na fronteira, diz polícia

O saldo que até agosto de 2018 era de 100 faccionados, saltou para 528

Relatório do Departamento de Inteligência Contra o Crime Organizado do Paraguai aponta que o número de integrantes de facções criminosas brasileiras, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) mais do que quintuplicou no país vizinho. O saldo que até agosto de 2018 era de 100 faccionados, saltou para 528 conforme balanço de junho do ano passado, quando foi feita a última contabilização. 

Parcela significativa destes criminosos estão entre os 76 presos que fugiram da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero no domingo passado, na fronteira com o município sul-mato-grossense de Ponta Porã. “[..] passaram de 100 a 300 em um prazo de oito meses. Depois, em junho do ano passado, já tínhamos 528: 150 eram brasileiros e os demais paraguaios”, disse Pedro Lesme, chefe de inteligência, ao ABC Color.

Segundo Lesme, o número é grande principalmente em presídios, onde paraguaios que sofrem ameaças ou estão com dificuldades, são acolhidos pelas facções que, em troca de lealdade, fornecem alimentos e custos com advogados. “Os membros têm obrigações a cumprir. Se o chefe disser que ‘vamos trabalhar em nome da organização sem ganhar nada’, eles fazem”, destacou, afirmando que o grupo faz o que for possível pela facção.

A respeito da fuga de domingo, Lesme disse que entre os fugitivos estão chefes do alto escalão do PCC na fronteira. Conforme já noticiado, os criminosos abrir um túnel para fugir, mas indícios apontam que alguns deles, mais ricos, saíram pela porta da frente da unidade, como se tivessem comprado o direito de sair. Por este motivo, o diretor do presídio, juntamente com servidores e agentes, foram presos e estão sendo investigados.

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