Na noite do sequestro, assassino de Carla procurou ex-patrão para conversar

Ex-patrão era a única pessoa que tinha contato com Marcos André em Campo Grande

Ainda sem acreditar que o ex-funcionário teria cometido um crime tão cruel e bárbaro, Helena Vieira de Souza esposa do ex-patrão de Marcos André Villaba de 21 anos, preso pela morte de Carla Santana Magalhães de 25 anos, contou ao Jornal Midiamax, que ainda existem muitas interrogações sobre o caso.

Helena comentou que Marcos frequentava a casa dela e inclusive convivia com a neta de 4 anos. O marido havia dado emprego para ele quando foi até Bela Vista fazer um trabalho e ficou sabendo da história do rapaz que passava por dificuldades. Nisso, Milton resolveu ajudar o servente de pedreiro que acabou vindo morar em Campo Grande. Mas depois da pandemia, Milton teria dispensado Marcos o indicando para um amigo.

No dia do sequestro de Carla, na noite do dia 30 de junho por volta das 19h40, Helena contou que por volta das 22 horas, o Marcos teria ido até a sua casa chamando seu marido, que já era nessa época ex-patrão do rapaz. Mas, como estava muito tarde, o marido resolveu não abrir o portão e mandou que Marcos voltasse para sua casa.

Ainda segundo Helena, Marcos era usuário de drogas. Ela ainda falou que logo após o sumiço de Carla, tanto o marido quanto ela chegaram a comentar com ele, que era necessário ter cuidado ao andar sozinho pelas ruas do bairro. “Fico imaginando o que poderia ter acontecido com a gente se meu marido tivesse abeto o portão naquela noite”, disse Helena.

prisão

Marcos foi preso por equipes do que intensificaram as diligências na região, onde o suspeito morava após receber a informação de que o vizinho de Carla seria o seu assassino, sendo que na noite de segunda-feira (13) por volta das 22 horas, Marcos acabou preso. Ele teve a prisão decretada pela Justiça.  Na casa de Marcos foi encontrado pelos policiais, um lençol sujo de sangue ao lado de um fogão e uma máscara suja de sangue.

O desaparecimento e assassinato

Carla estava desaparecida desde o dia 30 de junho, quando saiu para ir a um mercado na companhia de uma amiga.  No dia do sequestro ela teria gritado por socorro. Ela teria gritado que estava sendo sequestrada antes de ser levada. A mãe da jovem estava assistindo televisão quando ouviu os gritos e ao sair, Carla já tinha sido levada.

A polícia investigava o sequestro e imagens de câmeras de segurança que ficavam em uma já tinham sido analisadas, mas como as imagens estavam prejudicadas não tinha como ver o carro que havia levado a jovem. Áudios captados das imagens do dia do sequestro mostram que Carla teria sido levada por duas pessoas. O corpo de Carla foi deixado em frente a uma conveniência, sem roupas, e com perfurações de faca no pescoço, no dia 3 de julho.

Na noite do sequestro, assassino de Carla procurou ex-patrão para conversar
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