Megaoperação: 50 presos ameaçados pelo PCC são transferidos da Máxima em Campo Grande

Entre os presos estão membros da facção criminosa PCC

Aproximadamente 50 detentos estão sendo transferidos, na manhã desta segunda-feira (3) do Presídio de Segurança Máxima da Capital para o novo Presídio, que fica a 100 metros da Gameleira, na zona rural.

Uma megaoperação foi montada na manhã desta segunda (3), com equipes do Batalhão de Choque, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) para a transferência de cerca de 50 presos, entre eles possíveis membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). A lista com o nome dos presos transferidos não foi divulgada.

Foram usadas na transferência dos presos sete vans. O trânsito no anel viário chegou a ser interditado para a operação. Todos os detentos, entre eles estupradores e ameaçados de morte, foram levados com escolta para o novo presídio. O Cope (Comando de Operações Penitenciárias) também participou da operação.

Uma operação desencadeada em Tocantins contra a facção também cumpre mandados dentro da Máxima. A operação foi deflagrada depois da descoberta de plano para executar juízes de Tocantins.

Novo Presídio

O novo presídio foi inaugurado no dia 26 de janeiro deste ano, com uma estrutura de 101 celas construídas com material resistente a escavações dificultando fugas de detentos, o novo presídio de segurança Máxima da Gameleira.

Ao todo, a penitenciária possui 78 celas divididas em três pavilhões; um pavilhão com 11 celas da saúde e 12 celas disciplinares. O investimento foi de e mais de R$18,9 milhões, sendo R$ 14,5 milhões oriundos de recursos federais do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e R$ 4,3 milhões do Estado, a unidade penal conta com uma área total de 18,1 mil m² e mais de 5,7 mil m² de área construída, sendo composta por 101 celas coletivas e de isolamento, salas de aula, setores administrativos e de assistência psicossocial, ala de saúde, áreas de visita, entre outros espaços.

Operação

Ao todo são cumpridos 29 mandados, sendo que Campo Grande é uma das cidades alvos da operação, que teve início após a descoberta de um plano para assassinar juízes de Palmas, no Tocantins.

No dia 16 de janeiro de 2018, foi descoberto uma carta que foi redigida e que depois teria sido transcrita dois dias depois por membros da facção. A carta foi encontrada no Pavilhão B da Casa de Prisão Provisória de Palmas em 18 de janeiro de 2018. “O conteúdo do texto ora profere citações bíblicas com teor distorcido, ora ressalta que o autor precisa sair da unidade prisional a fim de que faça, segundo suas palavras, uma ‘união’ entre as facções”, explicou o delegado Eduardo Menezes ao site Portal Benício. No texto existe uma ameaça a um juiz de Palmas.

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