Mais do que segurança, tráfico também é problema ambiental na fronteira

Crime organizado devasta vegetação nativa para semear plantações de maconha

Mais do que um problema de saúde e , o tráfico de drogas na fronteira também agride o meio ambiente. De acordo com a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), do , nos últimos dias, durante a Operação Caaguazú – Canindeyú II, as autoridades constataram que uma área com 25 mil hectares de matas protegidas foi severamente comprometida por conta dos acampamentos de plantação de maconha.

Durante o trabalho policial que vem sendo realizado desde a semana passada, com apoio do Ministério Público, Força Aérea, Comissão de Prevenção, Luta Contra o Narcotráfico e Crime Correlatos da Câmara de Senadores, foram encontradas 52 áreas de plantio de maconha na reserva Natural de Morombi. Para que o cultivo seja possível, o crime organizado derruba vegetação nativa e abre clareiras para semeadura.

Além do terreno fértil, se aproveitam da vegetação ao redor para camuflar as atividades, tanto que é preciso emprego de aeronaves para identificar os acampamentos. Nos últimos dias, já foram destruídos 131 hectares com a droga, num total de 47 acampamentos. Foram destruídos ainda 8 toneladas de droga picada e 32 prensas. A expectativa é de que as áreas produziriam 401 toneladas de maconha avaliadas em R$ 60 milhões.

 

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