‘Precisa ver o sofrimento que causou’, diz mãe ao procurar advogado que atropelou policial

Advogado que causou morte de militar estava bêbado e ainda tentou fugir do local do acidente

“Só queria entender tudo que aconteceu. Ele (advogado) estava bêbado”, muito abalada Edeves Carvalho de 55 anos, mãe do militar, Luciano Abel, morto em um acidente na manhã desta segunda-feira (19) foi até a porta da 3º Delegacia de para tentar falar com o homem, que causou o acidente.

Chorando muito e amparada por algumas amigas, a professora disse que não sente raiva do advogado e que inclusive queria que ele fosse no velório de seu filho, “queria que ele fosse para ver o que causou”. A mãe do militar disse ao Jornal Midiamax que queria falar com o advogado, “Eu não sei se posso falar com ele, mas gostaria de falar para entender”.

Luciano era o filho do meio da professora que também tem mais uma filha policial. “Eu nunca mais vou ouvir ele me chamara de mamãe”, falou aos prantos a mulher que ainda disse “Eu não acordei de manhã para isso, mas agora estou passando por isso”. Sem conseguir dizer mais nada devido ao seu estado emocional por causa da morte do filho, Edeves teve de ser amparada por amigas, que aguardam com ela na frente da delegacia. Mas, depois da negativa em falar com o advogado pelos policiais da delegacia, Edeves acabou indo embora do local.

Nas redes sociais, amigos do militar publicaram várias mensagens afirmando não acreditar no que havia acontecido com o rapaz, na manhã desta segunda (19). Uma das mensagens dizia, “Fala para mim que é mentira, acordar com uma notícia dessa. Eu não consigo acreditar porque você”, fala uma outra mensagem. Outro amigo descreve esta segunda (19), como um dia dos mais dolorosos e triste. Já outra mensagem mostra a revolta pelo acidente ter sido provocado por uma pessoa embriagada, “Bando de f* sem responsabilidade. Enche o c* de cachaça e sai dirigindo pelas ruas para tirar vidas”.

O acidente que acabou na morte de Luciano aconteceu por volta das 4 horas desta segunda, quando o militar estava na sua motocicleta, na rua Centauria para entrar na Avenida Ministro João Arinos e o carro Cobalt, de cor branca, estava vindo na avenida e quando a motocicleta atravessou houve a colisão. Com a colisão, o corpo do militar foi parar no canteiro central.

O militar morreu no local. O motorista tentou fugir a pé depois de abandonar o veículo no meio da avenida, mas foi alcançado perto da Cepol e preso. O motorista não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e estava embriagado, sendo que o teste do etilômetro deu como resultado 0,79 mg/l.

 

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