Laboratório de drogas comandado por fugitivos do PCC é descoberto a 150 metros de presídio

27 quilos de crack e cocaína foram encontrados no laboratório

A polícia paraguaia encontrou a 150 metros da penitenciária de onde fugiram os 76 presos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), nesta terça-feira (21) em Pedro Juan Caballero fronteira com Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande, um laboratório de drogas que fornecia crack e cocaína aos detentos.

O laboratório foi encontrado em um assentamento a 150 metros da penitenciária. No local foram apreendidos 27 quilos de crack e cocaína que era fornecida a detentos idosos e a reclusos do Centro de Educação Infantil, que fica a 40 metros do local.

Felipe Sambelli Pereira e sua companheira Denise Oliveira Foram presos. Felipe é membro do PCC de São Paulo, segundo o site ABC Color. Nesta terça (21) foram presos, na área de travessia de Bella Vista, a 60 quilômetros da prisão de Pedro Juan Caballero, César Sabino Centurión paraguaio e dois brasileiros Lucas Tadeo Bresciani, Everaldo Bueno de Oliveira, Jeferson Blau e José Augusto.

Os cinco homens estavam em dois veículos e carregavam duas armas. O Ministério do Interior informou que “presume-se que eles tenham vínculos com os membros do crime organizado que escaparam da prisão regional de Pedro Juan Caballero”.

Pedido de reforço da segurança

O presidente da Corte Suprema de Justiça do Paraguai, Eugênio Jiménez, solicitou que sejam adotadas medidas de reforço na segurança de juízes, funcionários e sedes do Poder Judiciário em todo o país, após a fuga de 76 prisioneiros do PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorrida no domingo (19), em Pedro Juan Caballero.

A ação tem como objetivo prevenir eventuais ataques da facção brasileira aos representantes do judiciário, em razão de condenações e apreensões que causaram prejuízo ao crime organizado. Não é descartado que os criminosos aproveitem a situação para promover retaliações. As autoridades paraguaias acreditam que a fuga se trata, na verdade, de uma liberação, que contou com a ajuda de agentes.

Líder PCC na fronteira

Após a prisão de Edson Barbosa Salinas, de 32 anos, na noite de domingo (19), a polícia fez pedido de estado de alerta na detenção. Edson foi preso por equipes da Polícia Civil de Campo Grande que fazem reforço na região de fronteira em Ponta Porã.

Edson Salinas, vulgo ‘Salinas Riguaçu’, é sucessor de Sérgio Arruda Quintiliano Neto, o ‘Minotauro’. Ele é ainda apontado como atual liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital) na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Os dados mostram que, em conjunto com outro acusado, que seria seu braço direito e está foragido, ele tenha liderado ataques contra rivais.

As investigações apontam que Salinas é responsável pelas execuções de Chico Gimenez, tio de Jarvis Pavão, e da advogada Laura Marcela Casuso. Ainda há informação de que ele era proprietário da casa onde foram presos 15 membros do primeiro escalão do PCC, comandados por Minotauro, em fevereiro de 2019.

Fuga

Por volta das 5 horas da madrugada de domingo (19), detentos membros do PCC teriam fugido através de um túnel escavado de dentro da unidade até o lado de fora. Mais de 70 metros escavados, mais de 200 sacos de areia deixados em uma das celas da penitenciária e o fator mais questionado foi se nenhum agente penitenciário viu a fuga ou mesmo a escavação ou sequer suspeitou. Até o momento, seis deles foram recapturados no Paraguai e Mato Grosso do Sul.

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