Justiça recebe denúncia contra homem que matou ex e jogou corpo na BR-262

Segundo a polícia, agressor era possessivo e não aceitava fim do relacionamento

O juiz Carlos Alberto Garcete, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Lucas Pergentino Camara, de 26 anos pelo de Maria Graziele Elias de Souza, de 21 anos, que foi encontrada morta no dia 19 de abril, seminua e com sinais de agressão na BR-262. Ele havia sido preso no dia 25 de abril, quando foi ao velório de Graziele.

Conforme apurado pela DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), Lucas, técnico em segurança eletrônica, manteve relacionamento amoroso com a do curso de Estética por cerca de oito anos. Em março de 2020, porém, a jovem decidiu terminar a união, já que o companheiro apresentava comportamento extremamente ciumento e possessivo, inclusive monitorando-a em todas as redes sociais. O rapaz não aceitou o término e continuou a procurá-la para reatarem.

De acordo com a denúncia, no início da tarde do dia 14 de abril, aniversário do técnico, ele compareceu na clínica de estética em que a ex-companheira trabalhava para buscá-la e seguiram para a residência onde moraram juntos, no bairro Parque do Lageado, a fim de comemorarem a data. Lá, eles mantiveram relação e permaneceram deitados conversando. Em dado momento, a jovem teria  demonstrado o medo de que o ex-companheiro matasse-a. 

De forma repentina, o homem aplicou um golpe “mata-leão” na , segurando as mãos para baixo, deixando-a de bruços na cama e asfixiando-a até a morte com o rosto no travesseiro. Após o ato, Lucas teria feito postagens pelo celular da vítima e ido até a casa da mãe dela, fingindo que teria combinado com a ex-companheira de encontrarem-se no local.

Depois de conversar com a ex-sogra, ele voltou para a antiga moradia do casal, vestiu a jovem, colocou-a no carro e seguiu para a rodovia. Poucos metros após o entroncamento da Marginal Lagoa com a BR-262, ele deixou o corpo da e retornou à cidade. A PM encontrou o corpo no dia 19, cinco dias após o ocorrido. Durante as investigações, a Polícia Civil se deparou com indícios que apontavam a autoria para o ex-companheiro, motivo pelo qual a Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias.

Lucas foi capturado no dia 25 de abril e, prontamente, confessou o crime. Já no dia 21 de maio, o magistrado decidiu pela prisão preventiva do investigado. O juiz ressaltou na decisão que a prisão preventiva se fazia necessária para a garantia da ordem pública, em razão dele ser reincidente, pois estava submetido à execução da pena por crime de violência doméstica praticado contra a mesma vítima, em fase de suspensão condicional de pena.

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