Polícia

Justiça nega liberdade a tatuador que teria matado ao ser impedido de integrar clube de moto

Foi negado pedido de liberdade ao tatuador Washington Vieira Gonçalves, de 40 anos, acusado do homicídio de Antônio Paulo de Andrade Vaz, de 34 anos. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (30). O crime aconteceu em 24 de outubro, em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. No pedido, a defesa […]

Renata Portela Publicado em 30/11/2020, às 13h04 - Atualizado em 12/03/2021, às 10h33

Crime aconteceu há um mês (Edição MS)
Crime aconteceu há um mês (Edição MS) - Crime aconteceu há um mês (Edição MS)

Foi negado pedido de liberdade ao tatuador Washington Vieira Gonçalves, de 40 anos, acusado do homicídio de Antônio Paulo de Andrade Vaz, de 34 anos. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (30). O crime aconteceu em 24 de outubro, em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande.

No pedido, a defesa alega que Washington agiu em legítima defesa e que, por isso, manter ele preso preventivamente seria ilegal. Também que ele é responsável por cuidar da mãe, de 70 anos, e ainda alegou os riscos de contaminação ao acusado por conta do coronavírus. Além do homicídio, ele responde pela posse da arma de fogo.

A decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça foi de negar o habeas corpus. Com isso, o tatuador deve permanecer preso.

Homicídio

Conforme o registro do flagrante, por volta das 19 horas do dia 24 de outubro, equipes da Polícia Militar foram acionadas por causa do homicídio. No local, os policiais encontraram Antônio, já sem vida, e identificaram Washington como o autor do crime. Ele não tentou fugir e, com o tatuador, foi encontrado o revólver calibre 38.

Preso em flagrante, Washington foi levado para a delegacia. Durante apuração dos fatos, testemunhas revelaram que bebiam juntos com o tatuador e discutiam sobre pertencerem a um grupo de motociclistas. A vítima então teria dito que era do clube, mas não reconhecia o tatuador como um membro.

Conforme os relatos, o tatuador teria matado Antônio por não aceitar que ele fizesse parte do clube de motociclistas. Ele matou a vítima com 5 disparos e ainda ordenou que o outro conhecido ficasse no local, até a chegada da polícia.

Jornal Midiamax