Justiça militar também nega liberdade a coronel preso por ligação com contrabando

Coronel Kleber Haddad está preso desde o 15 de maio, quando da deflagração da Operação Avalanche

Foi negada mais uma vez o pedido de liberdade do coronel Kleber Haddad preso na deflagração da Operação Avalanche, que aconteceu em maio deste ano, quando sete oficiais acabaram presos por integrarem a ‘máfia dos cigarreiros’. O novo pedido foi enviado ao Conselho Especial de Justiça pelo advogado do coronel.

Segundo o advogado José Rodrigues Roberto Rosa, o pedido foi enviado ao Conselho depois do habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça estar suspenso por conflito de competência. O Conselho que seria composto por quatro coronéis e mais um juiz togado para julgar acabou não recebendo o pedido, que foi julgado apenas pelo juiz que indeferiu o pedido da revogação da prisão preventiva.

Em julho, aconteceram algumas audiências do caso, quando o tenente-coronel Erivaldo José Alves foi ouvido.

Operação Avalanche

Os mandados foram cumpridos em 15 de maio, em Campo Grande, Coxim, Sidrolândia, Naviraí, Aquidauana e Dourados. A princípio, todos os alvos da operação que resultou em sete prisões tinham bom trânsito político, salários mensais na faixa dos R$ 20 mil e posições de comando na Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).

Assim, foram presos o ex-comandante do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) Kleber Haddad Lane, tenente-coronel Carlos da Silva, tenente-coronel Wesley Freire de Araújo, tenente-coronel Josafá Pereira Dominoni, major Luiz César de Souza Herculano, tenente-coronel Jidevaldo de Souza Lima e tenente-coronel Erivaldo José Duarte.

Conforme o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a operação foi um desdobramento da Oiketicus, que investiga a máfia dos cigarreiros. Só na primeira fase, em 2018 foram presos 29 policiais, denunciados por corrupção passiva e organização criminosa.

As investigações tiveram início em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de Mato Grosso do Sul davam suporte ao contrabando. Isso era feito mediante pagamento sistemático de propina, interferindo em fiscalização de caminhões de cigarros para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos. A princípio, os cigarreiros estariam agindo associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas.

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