Justiça decreta prisão preventiva de suposto líder de facção na fronteira

O juiz Marcelo Guimarães Marques de Pontas Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, decretou a prisão preventiva de de Edson Barbosa Salinas, 32 anos, apontado como sucessor de narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro’ e um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), depois da descoberta de identidade falsa usada por Salinas.

A decisão nesta segunda-feira (27) vem após denúncia do Ministério Público que enviou a 2º Vara Criminal a suspeita da descoberta pela Polícia Federal de que Edson usava nome falso, na verdade sua identidade verdadeira seria Ederson Salinas Benitez, e que antes do réu ser solto deveria haver esclarecimento da informação.

Edson chegou a ter liberdade provisória concedida, mas a Justiça voltou atrás após descobrir que ‘Salinas Riguaçu’ usava documentos falsos, que o advogado alega que foram feitos apenas para poder usufruir de benefícios.

Serviços de inteligência apontaram Edson como o atual líder do PCC na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, o que deixaria claro o grau de periculosidade do preso, apontado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) após descobrir que foi ‘enganado’ por Salinas.

Manifestação do MPMS

Na primeira peça dos autos feita pelo MPMS sobre a prisão de Salinas, a promotora afirma que ele poderia ter a liberdade provisória concedida, já que o crime pelo qual havia sido preso era apenas de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Com isso o juiz arbitrou fiança de R$ 80 mil, devidamente paga horas depois em 10 cheques. Não demorou para a Polícia Federal de manifestar e todos entenderem que haviam sido enganados pelo uso de documento falso do réu, que na hora da prisão apresentou o nome de Edson Barbosa.

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