Justiça aguarda MP e Defensoria para decidir sobre prisões de suspeitos de furto

Flagrantes foram encaminhados ao Poder Judiciário nesta terça-feira

Furtos a estabelecimentos comercias e residências têm se tornado constante durante a quarentena em Campo Grande, período em que as pessoas ficam em isolamento social para minimizar risco de contaminação com o coronavírus (Covid-19). Nesta terça-feira (07), o Poder Judiciário recebeu flagrantes de quatro ocorrências e aguarda manifestação do MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) e da Defensoria pública para decidir sobre a manutenção das prisões.

O primeiro dos crimes foi na madrugada de segunda-feira (6), em uma panificadora na Rua Dom Aquino, região central. Três auxiliares de serviços gerais violaram o cadeado do comércio, arrombaram a porta de vidro e subtraíram diversos bens. Vários dos objetos do furto, porém, foram abandonados ao longo do caminho, ficando jogados na calçada. Com a ajuda de um vigilante que teria visto os suspeitos, a polícia conseguiu localizá-los já próximos da Avenida Afonso Pena, consumindo as mercadorias.

Já na noite de segunda-feira, também no centro, uma loja de roupas foi invadida por um jovem de 24 anos. Ele teria quebrado a porta de vidro do local e colocado mais de 30 peças de roupas em um saco para levá-las. Contudo, ao sair do comércio, foi abordado por um vigilante privado que entrou em luta corporal com ele. Nesse momento, uma viatura da guarda municipal que fazia rondas viu a cena e foi em auxílio do vigilante. Tanto o suspeito quanto o vigilante tiveram que receber atendimento médico pois se cortaram nos cacos de vidro da porta arrombada enquanto rolavam no chão em luta.

O terceiro furto relatado foi a um projeto social, localizado no bairro Tiradentes. Durante a chuva de da noite de segunda-feira, quatro homens teriam quebrado a janela da câmara fria de uma entidade de ação social que atende crianças e adolescentes em situação de risco. Depois de invadir o local e subtrair diversos itens de gênero alimentício, eles colocaram tudo em um carrinho de mão e seguiram pela rua. Uma viatura da polícia militar que fazia rondas pela região deparou-se com os suspeitos que, de imediato, fugiram. Apenas um deles foi capturado e levado para a delegacia.

O último caso foi referente à prisão de três homens suspeitos de cometer uma série de furtos em Campo Grande. Sempre se valendo de um veículo Classic, eles teriam furtado residências no bairro Cidade Jardim, um escritório na região do Parque Itanhangá, e, pelo menos, mais uma casa no bairro Morada dos Deuses. Com informações sobre o carro utilizado nos furtos, a polícia conseguiu localizar o primeiro dos envolvidos, o qual a levou até os demais integrantes. Dentro do carro ainda havia inúmeros objetos de furto, dentre eles três televisores, caixas de som e um notebook.

“Tendo em vista a não realização de audiências presenciais em razão da política de afastamento social para prevenção da proliferação do novo coronavírus, os autos de prisão em flagrante foram encaminhados virtualmente com vistas para a Defensoria Pública e para o Ministério Público. Uma vez que as manifestações dos referidos órgãos ainda não foram apresentadas, o juiz em plantão criminal, Marcel Henry Batista de Arruda, segue no aguardo para decidir sobre a conversão ou não dos flagrantes em prisão preventiva”, afirma o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em nota.

Justiça aguarda MP e Defensoria para decidir sobre prisões de suspeitos de furto
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