Juiz recebe denúncia e vereador do PSDB e outros 5 se tornam réus por extorsão

Ele teria feito ameaças graves à vítima

Na tarde desta quarta-feira (25), o juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian, da 2ª Vara Criminal, recebeu a denúncia de extorsão contra o vereador Delmondes (). Com isso, ele e outros 5 denunciados, investigados no âmbito da Omertà, se tornam réus no processo, que trata da aquisição ilegal de um imóvel no Jardim São Bento.

O magistrado recebeu a denúncia que aponta o crime cometido por Ademir por uma vez, em meados de 2016. O mesmo crime também foi praticado por Juanil Miranda Lima, atualmente foragido, Euzébio de Jesus Araújo, Benevides Cândido Pereira, e Filho, presos durante as fases da Operação Omertà.

Para o juiz, foi satisfatória a maneira como os fatos foram narrados e a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao ) preenche os requisitos. Além disso, há indícios suficientes da autoria dos crimes. Agora, os réus têm 10 dias para apresentarem resposta à acusação.

Crime de extorsão

Conforme o Gaeco, a partir da apreensão de um arsenal e uma residência no Jardim São Bento, em Campo Grande, foram identificados como proprietários do imóvel e Filho. No entanto, as investigações apontam que a casa teria sido adquirida por meio de crimes graves envolvendo os agora réus no processo.

Segundo a denúncia, entre 2012 e 2013, Filho teria emprestado dinheiro a um homem e depois teria cobrado valor excessivo. Isso teria perdurado até meados de 2016, quando cheques foram repassados pela vítima. Enquanto isso, em 2014 os dois teriam celebrado acordo para adquirirem uma propriedade.

No entanto, a vítima acabou figurando sozinho na negociação e assumiu a responsabilidade, tendo prejuízo financeiro e endividamento. Por não poder pagar as dívidas, ele passou a ser cobrado junto com a esposa, sendo vítima de extorsão. Assim, entram na denúncia Juanil, Euzébio e Benevides que teriam feito tais cobranças mediante ameaça.

Em 2015, mediante ameaça de morte utilizando uma arma e um taco de beisebol, o grupo teria conseguido a transferência dos direitos e posse da propriedade adquirida pela vítima. Já em 2016, junto com o vereador , o grupo novamente constrangeu o casal, obrigando a transferência do imóvel localizado no Jardim São Bento.

A vítima também teria sido obrigada a se mudar de Campo Grande.

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