Juiz plantonista deve julgar pela liberdade ou não de advogado que matou PM no trânsito

Foi feito pedido de liberdade sem fiança para advogado

Em audiência de custódia nesta terça-feira (20), o juiz de direito Aluizio Pereira do Santos decidiu o pedido de liberdade feito pela defesa do advogado que matou em um acidente de trânsito, o militar Luciano Abel de Carvalho deverá ser julgado por um juiz plantonista.

A decisão foi tomada já que havia um pedido de liberdade feito no processo e para evitar conflitos o pedido deverá ser decidido pelo juiz plantonista. Guilherme Ourives, que cuida da defesa do advogado disse para o Jornal Midiamax que seu cliente é réu primário e está arrependido do que aconteceu.

Ainda segundo Guilherme, o pedido de liberdade sem fiança seria por que o advogado não teria condições financeiras, mas caso haja a determinação de fiança, a família irá tentar levantar do dinheiro.

O advogado está preso no Presídio Militar de Campo Grande, onde ocupa uma sala especial. Durante a audiência de custódia, ele confirmou que bebeu quatro doses de vodka em uma boate saindo de lá com uma garrafa de vodka, quando aconteceu o acidente.

Ele estava dirigindo um veículo Cobalt, que era Bob – carro com restrições documentais e que não pode circular. A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) estava vencida desde 2015.

Ele disse que foi agredido com chutes e ameaçado com uma arma pelo homem que chegou no local do acidente. Com medo, ele disse que resolveu fugir e contou que não chamou o socorro por que percebeu que outras pessoas que haviam chegado ao local tinham acionado o Corpo de Bombeiros. Quando encontrado, o advogado ainda tentou mentir afirmando que estava com um motorista de aplicativo, mas os policiais perceberam que se tratava do autor do acidente.

O acidente aconteceu por volta das 4 horas da madrugada desta segunda (19), quando o policial seguia na sua moto na rua Centaurea para entrar na  Avenida Ministro João Arinos e o carro Cobalt, de cor branca, estava vindo na avenida e quando a motocicleta atravessou houve a colisão. Com a colisão, o corpo do militar foi parar no canteiro central.

O militar morreu no local. O motorista tentou fugir a pé depois de abandonar o veículo no meio da avenida, mas foi alcançado perto da Cepol  e preso. O motorista não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e estava embriagado, sendo que o teste do etilômetro deu como resultado 0,79 mg/l.

Juiz plantonista deve julgar pela liberdade ou não de advogado que matou PM no trânsito
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