Juiz nega liberdade a motoentregador que matou colega e alegou legítima defesa

Este foi o segundo pedido de liberdade feito pela defesa

Na terça-feira (29), o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do de Campo Grande, negou novo pedido de liberdade a Bruno Cezar de Carvalho de Oliveira, de 24 anos. Ele está preso desde o dia 18 de agosto, pelo assassinato de Emerson Salles Silva, de 33 anos, em uma lanchonete na Avenida Mato Grosso.

Na decisão, o juiz comenta a alegação da defesa, de que Bruno teria agido em legítima defesa. Assim, o magistrado afirma que o vídeo anexado ao processo não mostra um ataque da vítima ao . Inclusive, porque a testemunha chegou a pedir para que Bruno não atirasse, mas mesmo assim ele atirou.

No entanto, tal fator ainda deve ser analisado no decorrer do processo. Apesar disso, o juiz alega que ainda permanece presente a necessidade da prisão. Com isso, indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva.

Briga que terminou em assassinato

Conforme apontado na denúncia, como Bruno faltou ao serviço, Emerson teria ficado irritado pelo excesso de trabalho na lanchonete. Com isso, os dois tiveram discussões pelo WhatsApp e no dia do crime, Bruno já teria ido trabalhar armado, chegando momentos antes de Emerson.

Juiz nega liberdade a motoentregador que matou colega e alegou legítima defesa
Bruno foi preso 5 dias depois / Arquivo

Logo que chegou, ele questionou se o colega já estava lá e ainda disse “É bom que ele não apareça aqui hoje”. No entanto, em seguida Emerson chegou e os dois já discutiram, momento em que Bruno sacou a arma e fez ameaças. Ainda entraram em luta corporal, quando Bruno pegou novamente a arma, que tinha guardado na mochila, e atirou.

Então, Emerson caiu e depois ainda foi ferido com mais um tiro. Bruno fugiu em seguida, ficou 5 dias foragido até que se apresentou na delegacia. Já Emerson, chegou a ser socorrido após o crime, mas não resistiu aos ferimentos.

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