Hacker contratado para monitorar PM que teve filho executado tem prisão revogada

Decisão é do juiz Aluízio Pereira dos Santos

Eurico dos Santos Mota, hacker contratado pela milícia investigada no âmbito da Operação Omertà, teve a prisão preventiva revogada nesta sexta-feira (29), pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Ele estava recolhido em presídio na cidade de Coxim e deverá manter endereço, local de trabalho e comparecer regularmente em juízo enquanto perdurar o processo, afirmou o magistrado na decisão.

Segundo as investigações, o grupo supostamente liderado por Jamil Name e Jamil Name Filho teria contratado Eurico para rastrear e tentar atrair o ex-capitão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul Paulo Roberto Teixeira Xavier, alvo da milícia. Os pistoleiros contratados para matar Xavier, no entanto, erraram o alvo e mataram, em abril do ano passado, Matheus Coutinho Xavier, filho de Paulo.

Matheus estava na caminhonete do pai, que foi atingida por tiros de fuzil. Respondem pelo crime Jamil Name, Jamil Name Filho, Vladenilson Daniel Olmedo, José Moreira Freires, Juanil Miranda Lima, Marcelo Rios e Eurico dos Santos Mota. Nesta sexta-feira, a 2ª Câmara criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou habeas corpus a Jamil Name.

Omertà

A Operação Omertà foi deflagrada em setembro do ano passado, para desarticular organização criminosa ligada à criação de uma milícia para execuções em Campo Grande. Entre as vítimas, consta Matheus, que foi assassinado com sete tiros de fuzil em frente a sua casa, no dia 9 de abril de 2019. A execução do jovem de 20 anos teria sido por engano, já que o pai dele, Paulo Xavier, seria o alvo dos pistoleiros.

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