Corregedoria afasta guarda municipal que matou a ex e amigo a tiros

Foi afastado pelo prazo de 60 dias

Em nota, o secretário Valério Azambuja da SESDES (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) afirmou que um procedimento administrativo já foi instaurado pela Corregedoria para apurar a conduta do guarda-municipal Valtenir Pereira da Silva, acusado de matar a tiros a ex-namorada Maxelline Santos, de 28 anos.

Valtenir foi afastado preventivamente por 60 dias podendo ser prorrogado por igual período até a apuração da conduta do agente, que teve suspenso seu porte de arma, com determinação do recolhimento do armamento. O guarda está foragido desde o dia do crime, que aconteceu na noite de sábado (29), no bairro Jardim Noroeste.

Segundo a nota emitida pelo secretário ‘os fatos ocorridos são totalmente desaprovados por esta secretaria, posto que uma das funções essenciais da guarda municipal de Campo Grande é criar e manter a Polícia Municipal armada e uniformizada, necessária à proteção de seus bens, logradouros, serviços e instalações e à ordem pública, e também como serviço permanente de proteção dos munícipes e pessoas em geral”.

A polícia continua as buscas por Valtenir Pereira da Silva. A sua prisão preventiva foi decretada no domingo (1º) durante o plantão judiciário. A juíza titular da 1ª Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, Helena Alice Machado Coelho, decretou a prisão do guarda.

Maxeline estava em um churrasco na casa de amigos quando Valtenir chegou no local. Os dois teriam tido uma discussão e o guarda deu um tiro na cabeça da vítima. A esposa do dono da residência tentou intervir na briga e acabou atingida por um disparo, mas foi socorrida com vida e levada para a Santa Casa.

Quando o proprietário da casa saiu para ver o que tinha acontecido também foi morto com um tiro. Após o crime, o agente fugiu. O GOI (Grupo de Operações e Investigações) está em buscas pelo suspeito.

Maxelline havia registrado um boletim de ocorrência por violação de domicílio e ameaça, no fim do mês passado, contra o agente. Na delegacia, na ocasião, a professora contou que manteve relação com o guarda municipal, mas ele não aceitava o fim do relacionamento.

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