Gerente de grupo criminoso tem pedido de liberdade por risco de coronavírus negado

Juiz considera prisão preventiva essencial para o acusado

Preso na Omertà em 27 de setembro de 2019 e desde então custodiado no Presídio de Trânsito de Campo Grande, Luis Fernando da Fonseca teve pedido de revogação da prisão negado na segunda-feira (30). O pedido foi feito com base na pandemia de coronavírus, sendo que o réu integraria grupo de risco conforme declaração da defesa.

Luis é apontado no inquérito do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como ‘gerente’ da organização criminosa alvo da Omertà. Ele ocuparia cargo de confiança na organização, chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho e trabalhava no haras da família.

A profissão em que Luis se apresenta é a de treinador de cavalos de corridas. O advogado alegou no pedido de revogação de prisão ou de prisão domiciliar que Luis ou ‘Ligeirinho’, como é conhecido, integra grupo de risco ao coronavírus, por ser hipertenso e ter diabetes. O Gaeco pediu o indeferimento e alegou inclusive novos fatos que concluem a necessidade da manutenção da prisão, como o bilhete que resultou na segunda fase da operação, em que estavam escritas e determinadas as mortes de pessoas em Campo Grande.

O juiz entendeu que a prisão preventiva do acusado é importante pela gravidade do fato, complexidade e também suposta participação de Luis nos crimes que teriam sido cometidos pela organização criminosa, pontuados pelo juiz como três execuções. Além disso, o juiz alega que a prisão resguarda a ordem pública e é justificada também pelos maus precedentes de Luis, uma vez que o histórico criminal não favorece para que sejam aplicadas medidas alternativas.

O pedido de revogação foi indeferido e o réu continua preso. Outros integrantes da organização criminosa também entraram com pedidos nos últimos dias por conta da pandemia do coronavírus. Até o momento nenhum teve pedido deferido.

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