Família de piloto alega sofrer constrangimento em condomínio de luxo após prisão

Os familiares estariam tentando arrecadar valor da fiança

Desde a prisão do piloto de avião no último dia 31 de dezembro, no condomínio localizado em frente ao Shopping Campo Grande, na Avenida Afonso Pena, os familiares estariam sofrendo represálias. A informação repassada ao Jornal Midiamax é de que outros moradores estariam constrangendo a esposa e filhos do piloto, meninos de 10 e 13 anos.

O advogado de defesa, Jaques Fortes de Andrade, relatou que os familiares do cliente estariam sofrendo constrangimentos no condomínio. Aparentemente, outros moradores os teriam proibido de utilizar a área útil do condomínio, bem como a entrada de familiares do morador. Eles estariam utilizando apenas os acessos pela área de serviço.

“É uma atitude de desrespeito e descriminação”, afirmou o advogado de defesa. Os familiares do piloto, que foi transferido do Presídio de Trânsito para o IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), estariam tentando arrecadar o valor da fiança. Inicialmente arbitrado em R$ 100 mil, o valor foi reduzido após pedido de habeas corpus para R$ 40 mil.

O advogado Jaques Fortes afirmou que tomará as medidas judiciais necessárias contra as atitudes desrespeitosas dos condôminos. “Estão impedido as crianças e a esposa de circularem pelo condomínio”, afirmou. Os guardas do local teriam dito aos familiares do piloto que as medidas são ordens do condomínio.

Questionado sobre um suposto pedido dos moradores para que a família do piloto deixasse o condomínio, o advogado afirmou que não recebeu qualquer informação. Até as 14h30 deste domingo, a informação é de que a família continua tentando arrecadar o valor para pagar a fiança, mas o piloto ainda estaria detido no IPCG.

Relembre o caso

O advogado de 56 anos, vizinho do piloto relatou que foi ameaçado e queimado quando desceu para a falar com homem no térreo do prédio, que soltava os rojões. Ele confirmou para a polícia que deu um soco no homem após ter início a confusão e correu para o apartamento, quando o vizinho foi até lá com a esposa e danificou o imóvel. Já o piloto alega que o filho de 10 anos foi agredido também, o que o fez perder a razão.

Além da porta da frente quebrada e derrubada, o piloto sujou o apartamento com extintores de incêndio e quebrou vários objetos da casa. Até o cachorrinho do morador ficou ferido durante a confusão. Em seguida o homem foi até a garagem e riscou a Mercedes-Benz da vítima, de fora a fora, tanto nas laterais quanto em cima. Ele também quebrou o retrovisor do carro e jogou a motocicleta da vítima, uma Harley-Davidson, no chão.

Para o morador, ele teve um prejuízo de aproximadamente R$ 70 mil. Polícia Militar esteve no local e fez a prisão do morador, que conforme testemunhas estaria bastante alterado. O delegado plantonista o enquadrou nos crimes de ameaça, dano qualificado se cometido com violência à pessoa ou grave ameaça e violação a domicilio, qualificado se cometido durante a noite ou com emprego de violência ou por duas ou mais pessoas.

Na audiência de custódia, o juiz de Direito arbitrou fiança de R$ 100 mil, reduzida em uma segunda decisão perante pedido de habeas corpus para R$ 40 mil.

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