Interpol procura ex-major da PM de MS suspeito de chefiar esquema bilionário de tráfico que abastecia Europa e África

'Major Carvalho', como é conhecido, é implicado em operações ilícitas desde 2009, mas foi expulso da PMMS só em 2018

O ex-major Sérgio Roberto de Carvalho, que foi expulso da de Mato Grosso do Sul em 2018 seria o chefe da organização criminosa de tráfico internacional de drogas que enviada cocaína para a e para África. O esquema foi alvo da Operação Enterprise deflagrada pela Polícia Federal, nesta segunda-feira (23).

Desde a deflagração da operação nesta segunda (23), Sérgio que mora na é procurado pela Interpol. O ex-major em 2009 foi alvo da Operação Las Vegas contra a exploração de cassinos sendo que ficou preso até 2013.  Em 2018, o governo do estado do Mato Grosso do Sul expulsou Major Carvalho dos quadros da . Ele estava aposentado. Já em julho de 2019, a o condenou a mais 15 anos.

Informações do portal UOL são de que os R$ 11 milhões de euros apreendidos em uma van em Lisboa seria da quadrilha de Sérgio. Já na , uma casa avaliada em 2 milhões de euros foi sequestrada, além de 37 aeronaves, uma delas avaliada em R$ 20 milhões.

O ex-policial é dono de fazendas e outras propriedades rurais, imóveis, residências, aeronaves, empresas e veículos importados. Os bens estão em nome de “laranjas”. Agentes federais suspeitam que Major Carvalho esteja escondido na há mais de um ano, ainda segundo informações de Josmar Zozino do UOL.

Major condenado

Carvalho era responsável por operações fraudulentas para ficar com a herança de Olympio José Alves, um milionário que vivia em São Paulo e morreu em 2005, deixando sem herdeiros uma fortuna estimada em mais de R$ 100 milhões.

Além da prisão, o ex-major terá que pagar uma multa de mais de R$ 70 mil, “tendo em vista que, conforme apurado nos autos, o réu detém a propriedade de fato de empresas e imóveis, movimentando altíssimas somas em dinheiro”, diz a sentença.

Na época da deflagração da Operação Vitruviano, em 2010, a Polícia Federal informou que teria 17 inquéritos instaurados para apurar crimes cometidos pelo ex-major. Entre eles lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, contrabando, tráfico de drogas, exploração de jogos de azar, estelionato, entre outros, registrados desde a década de 1980.

Major Carvalho foi preso pela primeira vez em 1997, quando já estava na reserva, ou seja, não estava na ativa quando cometeu o crime.  A carreira de Carvalho durou 16 anos, já que ingressou na PM em 25 de janeiro de 1980 e se aposentou em 28 de maio de 1996.

Enterprise

A maior operação da Polícia Federal do ano de 2020 deflagrada nesta segunda-feira (23), em 10 estados brasileiros fez a maior apreensão de drogas e de dinheiro da lavagem feita pela organização criminosa que começou a ser identificada em setembro de 2017, quando da apreensão de uma carga de cocaína no Porto de Paranaguá.

Segundo o delegado Elvis Secco, da Coordenação Nacional de Repressão a Drogas, Arma e Facções Criminosas, só nesta operação foram apreendidos em espécie 11 milhões de euros e 2 milhões em propriedades da organização criminosa, que tinha como líder o ex-oficial da de Mato Grosso do Sul que morava na e teve parte do patrimônio sequestrado pela Polícia Federal.

Ainda de acordoo com a PF, os membros da organização tinham trânsito livre pela com o uso de passaportes falsos, que também enviava cocaína para a África.

Foram sequestrados 400 milhões em imóveis, veículos de luxo, aeronaves, havendo a expectativa de que novos bens sejam identificados após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

A ação é conjunta junto da Receita Federal dando sequência ao cumprimento de diretrizes de descapitalização patrimonial, prisão de lideranças e cooperação internacional sendo a maior operação do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e na apreensão de cocaína nos portos brasileiros, já que a organização é especializada no envio de cocaína para a .

O esquema utilizado pelos criminosos consistia na lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas ‘laranjas’ e empresas fictícias, para dar aparência lícita ao lucro do tráfico. Cerca de 670 Policiais Federais e mais 30 servidores da Receita Federal.

7 grupos no Brasil

A organização criminosa tinha sete grupos no Brasil, sendo que haviam grupos que eram responsáveis pela logística do envio da cocaína para a e subgrupos em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Em São Paulo eram dois grupos grandes de logística que fazia o envio através dos portos. Já no Rio Grande do Norte outros dois grandes grupos que faziam o envio através de barcos de pesca e de cargas de frutas. E dois subgrupos que funcionavam em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

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