‘Era pro TCC’: Confira desculpas de presos por pedofilia em Campo Grande

Investigação apura que um dos pais forçava crianças a usarem roupas curtas para filmá-las

Presos na operação contra a pedofilia que aconteceu nesta quinta-feira (29), em Campo Grande prestaram depoimento e passam por audiência de custódia, nesta sexta-feira (30). De tese para TCC até pandemia foram dadas como desculpas para o armazenamento e compartilhamento de vídeos e fotos de pornografia com crianças e adolescentes. Foram quatro mandados cumpridos durante a terceira fase da Operação Deep Caught.

O advogado, que é cabo da Polícia Militar e estava licenciado, disse em depoimento que passou a baixar os vídeos e foros com crianças e adolescentes para sua tese de TCC, para a conclusão de seu trabalho de pós-graduação. Ele disse que não apresentou o trabalho, mas passou a fazer a pesquisa para saber como esse material era disponibilizado na rede.

O advogado ministra aulas de direito penal em uma universidade, como professor substituto. O cabo está licenciado desde fevereiro deste ano para tratar de assuntos pessoais. Durante a sua prisão foi questionado se ele mandava que os filhos de 10 e 4 anos usassem roupas curtas e justas para filmá-los, mas ele negou.

O questionamento veio de um depoimento especial obtido pelos policiais. Mais de 100 gigas e mais de 100 vídeos foram encontrados no computador do advogado.

O auxiliar contábil preso no Jardim Seminário, contou que é viciado em e que passu a acessar há 3 meses e por causa da pandemia do coronavírus não conseguiu parar. Ele disse que sempre assistia à noite quando todos dormiam na residência. O empresário, morador do bairro Vila Vilas Boas, disse em depoimento que começou a assistir vídeos pornográficos quando tinha 17 anos e que seria viciado em vídeos com crianças e adolescentes. Na casa dele foi encontrado um revólver calibre .38, que segundo ele era de seu pai que morreu em 2000, mas ele não rinha regularizado o armamento.

Já na casa do 2º sargento da cavalaria do Exército foram encontrados 15 vídeos com . Ele disse que sabia que estava cometendo um crime, mas que ‘tomou gosto pela coisa’. Todos os presos passam por audiência de custódia nesta sexta-feira (30).

No caso do advogado preso e que é militar licenciado, a OAB (Ordem dos s do Brasil) emitiu uma nota, confira:

“A OAB/MS solicitou o processo de inscrição dele para verificar como ele se inscreveu, se não declarou ou ocultou o exercício da função mesmo estando afastado”, afirmou a entidade por meio da assessoria de imprensa.

A Polícia Militar, por sua vez, informou que será instaurado procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do servidor.

Outras fases

Em agosto deste ano foi deflagrada a segunda fase da Deep Caught, em Campo Grande, contra a pedofilia infantil. Sete mandados foram cumpridos em várias cidades do Estado, na época. A operação era contra os acusados de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados por meio da internet. Na primeira fase em maio deste ano, foram cumpridos mandados em 4 cidades do Estado, Campo Grande, Jardim, Cassilândia e Bonito.

Crime

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

‘Era pro TCC’: Confira desculpas de presos por pedofilia em Campo Grande
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