Polícia

Envolvidos em execução de ‘batismo’ do PCC em Campo Grande vão a júri popular

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, citou os acusados por tribunal do crime do PCC (Primeiro Comando da Capital) que terminou na execução de Alex Mohd Jaber, no dia 28 de dezembro de 2018, em Campo Grande. A vítima teve o corpo localizado no córrego Guariroba, às […]

Renan Nucci Publicado em 28/04/2020, às 15h12

Bermuda encontrada em córrego com o corpo da vítima. Foto: Divulgação
Bermuda encontrada em córrego com o corpo da vítima. Foto: Divulgação - Bermuda encontrada em córrego com o corpo da vítima. Foto: Divulgação

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, citou os acusados por tribunal do crime do PCC (Primeiro Comando da Capital) que terminou na execução de Alex Mohd Jaber, no dia 28 de dezembro de 2018, em Campo Grande. A vítima teve o corpo localizado no córrego Guariroba, às margens da BR-262.A decisão significa que os réus, dois dos cinco denunciados pelo Ministério Público Estadual, vão para júri popular. Os outros três foram impronunciados.

Consta na denúncia que os réus mataram a vítima em um cativeiro na região da favela Leão do Conde. Alex se encontrou com um dos acusados, para negociar uma suposta dívida envolvendo o tráfico de drogas, porém, foi descoberto que além de fornecer entorpecentes para o PCC, ele também abastecia rivais da facção rival do CV (Comando Vermelho). Por este motivo, foi sequestrado e levado a um barraco no Jardim Noroeste.

Lá, foi mantido em cárcere, enquanto outros comparsas articulavam o ‘julgamento’. Os réus falavam com lideranças do PCC por telefone e seguiam as orientações. De lá, foi levado para a favela do Leão do Conde, onde foi sentenciado à morte. Ele levou cinco facadas no pescoço de um dos autores, que tinha o crime como ritual de batismo. Os envolvidos foram presos em ação da Polícia Civil, mas apenas dois deles foram citados para responderem pela execução.

Jornal Midiamax