Detentos são espancados em presídio de MS suspeitos de serem membros do PCC

Eles denunciaram a ‘voz’ e os ‘correria’ do pavilhão

Na quinta-feira (14), dois detentos de 23 anos, internos do Presídio de Segurança Máxima de Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande, denunciaram agressões que sofreram. Eles chegaram a serem levados ao hospital por conta dos ferimentos e teriam sido agredidos sob suspeita de serem membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os detentos foram presos no dia 8 de maio, um por porte de arma e outro por tráfico de drogas. Eles foram colocados no Pavilhão 4, em celas diferentes, mas desde então passaram a serem agredidos pelos outros internos com socos e chutes. No dia 11, eles sofreram ferimentos mais graves e precisaram ser levados ao hospital.

A partir daí foi feita a denúncia. Eles teriam sido agredidos pela ‘voz’ e pelos ‘correrias’ do pavilhão e afirmam que a motivação seria pelos detentos acreditarem que eles são membros do PCC. No entanto, eles afirmam que não são faccionados. No mesmo presídio, em 2016 uma rebelião com mortes e decapitação de um preso ocorreu durante disputa de facções.

Na época o presídio ficou destruído, durante a guerra entre PCC e Comando Vermelho. Fernando Florentino da Silva foi decapitado naquele dia e os presos chegaram a ser flagrados jogando futebol com a cabeça do detento. A rebelião chegou a durar 15 horas.

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