Defesa tenta suspender condenação de esposa de Minotauro e ‘gestora financeira’ do PCC

Ela foi condenada a 20 anos de prisão

A defesa de Maria Alciris Cabral Jara, esposa de Sérgio de Arruda Quintilliano, o ‘Minotauro’, entrou com pedido de habeas corpus para suspender condenação pelo crime de organização criminosa. Condenada a 20 anos e 10 meses de prisão, Maria é apontada como considerada gestora do grupo criminoso pertencente ao (Primeiro Comando da Capital).

O pedido foi encaminhado ao (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e negado na última terça-feira (1º). A defesa alegou que quatro pessoas foram denunciadas pela prática de organização criminosa, no entanto uma delas acabou absolvida. Como o crime é configurado pela associação de quatro ou mais pessoas, não deveria ser considerado.

No entanto, na votação foi esclarecido que, apesar de não terem sido presos, vários outros membros da organização criminosa foram identificados nas investigações. Isso porque os nomes constavam em uma planilha encontrada com Maria Alciris.

Maria também foi denunciada por corrupção ativa, uma vez que ela e Minotauro ofereceram e prometeram vantagem indevida a várias autoridades públicas, na maioria policiais paraguaios.

Gestora do grupo criminoso

A denúncia aponta que Maria Alciris era braço direito de Minotauro, apontado como liderança do , e ainda gestora financeira do grupo criminoso. Por isso, era responsável por administrar o pagamento dos integrantes da organização e colocava em planilhas os pagamentos mensais aos policiais paraguaios.

Também cuidava de organizar os voos com carregamentos de drogas (horários, voos, pilotos, pistas de pouso) e dos bens móveis e imóveis do grupo. Em parte da investigação, foi inclusive descoberta uma relação direta entre Minotauro e a esposa com a família Pavão, declarada liderança da facção rival CV ().

Eles teriam feito o pagamento de uma dívida através da transmissão de uma propriedade. Com isso, Maria Alciris teve contato direto com membros do alto escalão da família Pavão. Ela ainda é investigada por suspeita de autoria intelectual de homicídios como do policial civil Wescley Vasconcelos e da tentativa de homicídio contra homem ligado a Pavão em dezembro de 2018.

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