Defesa pede tratamento médico de urgência para chefe do PCC preso na Máxima

Alegam inerência por parte do presídio e também da polícia

Advogada de José Cláudio Arantes, o ‘Tio Arantes’ do PCC (Primeiro Comando da Capital) entrou nesta quarta-feira (15) com pedido de urgência para que o interno do Presídio de Segurança Máxima realize exames médicos. Apontado como liderança da facção, José Cláudio é acusado de participar da morte do advogado Willian Maksoud Filho em 2006, de liderar a rebelião na Máxima naquele mesmo ano e de participar de assaltos a bancos.

No pedido de providências feito pela defesa, é apontado que a primeira solicitação para tratamento médico de Tio Arantes foi feito quando ele ainda estava custodiado no PED (Presídio Estadual de Dourados), em julho de 2019. Ele foi transferido novamente para a Máxima em Campo Grande em novembro de 2019, mas até então o pedido não teria sido aceito.

A advogada de defesa alega que o detento sofre de crises renais. Apesar do pedido ter sido deferido pelo Judiciário, o tratamento não poderia ser feito nas unidades prisionais, então a família de Arantes teria procurado um médico particular. “Após a realização do pagamento dos exames no laboratório […] a unidade prisional vem se mantendo inerte quanto ao agendamento de escolta para o encaminhamento”.

Segundo a advogada de defesa, a unidade prisional estaria alegando que repassa para a Escolta a data e dia marcados pela assistente social para os exames, mas os policiais se recusam a cumprir a determinação. Não há informações se trata-se de problemas de segurança, uma vez que Tio Arantes não é visto como um preso comum.

Por fim, é alegado que o estado de saúde do detento está se agravando e que ele sofre de dores por conta das pedras nos rins. Na petição foram anexados os pedidos de exame, datados de dezembro de 2019.

Passagens e prisões

Considerado um dos chefes do PCC, Tio Arantes como foi preso pela última vez em outubro de 2017. Na época, ele foi detido pelo Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) pela explosão de caixas eletrônicos de uma agência bancária, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Posteriormente, foi absolvido desta acusação.

No dia ele ainda foi detido em flagrante por receptação, já que com ele foi encontrado aparelho celular furtado. José Cláudio Arantes também é um dos condenados pela morte do advogado Willian Maksoud Filho, em 2006. Ele estaria preso na época, mas foi um dos responsáveis pela decisão do assassinato do advogado. No mesmo ano, ele foi apontado como um dos responsáveis por liderar a rebelião na Máxima de Campo Grande, a maior do Estado.

Após progressão do regime, ele foi solto e depois preso novamente em 2010. Na época, uma operação do Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado) prendeu 9 pessoas ligadas ao PCC por tráfico de drogas e armas. Em 2016 ele voltou a ser detido no Zé Pereira, também por tráfico de drogas.

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