Defesa justifica que advogado que matou PM no trânsito é atuante e pede prisão domiciliar

Advogado confessou ter bebido 4 doses de vodka antes de sair de boate

A defesa do advogado que matou em um acidente de trânsito, o policial militar Luciano Abel de Carvalho Nunes, entrou na sexta-feira (23) com pedido da revogação da prisão preventiva alegando que o advogado é atuante com aproximadamente 90 processos aos seus cuidados, além de ser réu primário.

Segundo o pedido da defesa, o advogado tem residência fixa, e seus familiares dependem financeiramente e emocionalmente dele. A defesa ainda argumenta que revogada a prisão, o réu se compromete a comparecer a todos os atos a que for intimado, “sendo que desta forma não vislumbra nenhum motivo para que persista o mandado de prisão preventiva”.

Ainda na peça da defesa é citado o acidente em Ricardo acabou matando a namorada Barbara depois do carro em que estavam capotar, já que ele estava em alta velocidade e bêbado. Neste caso foi dado a Ricardo a prisão domiciliar. A defesa tenta o mesmo benefício para o advogado.

Guilherme Ourives, advogado do réu, disse ao Jornal Midiamax que possui novas provas do caso, e que ainda não foram anexadas ao inquérito, mas que vão demonstrar como de fato aconteceu o acidente, “Ele (advogado) está muito arrependido”, disse Guilherme, que ainda afirmou que na questão trânsito seu cliente estava correto, já que não estava em alta velocidade.

Quando preso, durante a audiência de custódia, o advogado confirmou que bebeu quatro doses de vodka em uma boate saindo de lá com uma garrafa de vodka, quando aconteceu o acidente. Ele estava dirigindo um veículo Cobalt, que era Bob – carro com restrições documentais e que não pode circular. A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) estava vencida desde 2015. Ele disse que foi agredido com chutes e ameaçado com uma arma pelo homem que chegou no local do acidente.

Com medo, o advogado disse que resolveu fugir e contou que não chamou o socorro por que percebeu que outras pessoas que haviam chegado ao local tinham acionado o Corpo de Bombeiros. Quando encontrado, o advogado ainda tentou mentir afirmando que estava com um motorista de aplicativo, mas os policiais perceberam que se tratava do autor do acidente.

De dentro da cadeia, o advogado ainda escreveu uma carta pedindo perdão a família e amigos de Luciano e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

O acidente

O acidente aconteceu por volta das 4 horas da madrugada de segunda-feira (19), quando o policial seguia na sua moto na rua Centaurea para entrar na  Avenida Ministro João Arinos e o carro Cobalt, de cor branca, estava vindo na avenida e quando a motocicleta atravessou houve a colisão. Com a colisão, o corpo do militar foi parar no canteiro central.

O militar morreu no local. O motorista tentou fugir a pé depois de abandonar o veículo no meio da avenida, mas foi alcançado perto da Cepol  e preso. O motorista não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e estava embriagado, sendo que o teste do etilômetro deu como resultado 0,79 mg/l.

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