Defesa de policial preso na Omertà pede absolvição e oitiva de quatro testemunhas

Advogado arrolou policiais civis aposentados para prestarem depoimento

Na segunda-feira (20), advogado do policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o ‘Vlade’, apresentou a defesa prévia do acusado. Ele foi preso em 27 de setembro durante a Operação Omertà, que investigava execuções em Campo Grande e desmantelou organização criminosa.

Atualmente custodiado no Presídio Federal de Mossoró (RN), onde também estão outros três acusados de chefiarem a organização criminosa, Vlade é defendido pelo advogado Alexandre Barros Padilhas. Ele apresentou defesa à acusação na segunda-feira, apontando que “o acusado nega autoria dos atos ilícitos atribuídos a ele” e, portanto, não merece prosperar a pretensão punitiva.

O advogado ainda pontuou que o acusado não tem obrigação de apresentar provas da inocência, mas a acusação que deve comprovar os fatos e elementos do crime. A defesa faz pedido de produção de prova testemunhal, pericial e documental.

O advogado pede a oitiva de quatro testemunhas, sendo dois policiais civis aposentados, um homem que seria um pastor já preso e investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e uma mulher, que seria familiar de Vlade.

Operação Omertà

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e o Gaeco, com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão preventiva, prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Bonito.

A ação levou a prisão de policiais civis, guardas municipais, policial federal e até militar do Exército, suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

As investigações do Gaeco tiveram início em abril deste ano, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras com apoio de várias equipes policiais em uma chamada ‘Força-tarefa’.

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