Chefes do PCC arquitetaram fuga em massa para reagrupar e dominar tráfico na fronteira

Teriam tido ajuda de seis pistoleiros do narcotraficante Sérgio Arruda, o Minotauro

A fuga em massa de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) do presídio de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande, no dia 19 de janeiro, teria sido arquitetada para o reagrupamento da facção na disputa pelo tráfico de drogas, na região.

O plano teria sido elaborado pelos dois chefes regionais da facção, David Timoteo Ferreira e Osvaldo Rodrigo Pagiotto. Eles teriam tido ajuda de seis pistoleiros do narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano, o Minotauro, segundo o site ABC Color.

Ainda segundo informações o objetivo da fuga era para reagrupar os membros e retomar a região no tráfico de drogas e armas. No dia 20 de janeiro, o Ministro do Interior, Euclides Acevedo, admitiu que a maioria dos presos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) que fugiram teriam saído em vans pela porta da frente do estabelecimento penal.

Os presos teriam tido ajuda dos agentes, “A cumplicidade do pessoal da prisão não é apenas plausível, mas quase óbvia”, falou o ministro. Os fugitivos teriam saído levando liquidificadores e televisões que irregularmente tinham em suas celas.

A fuga foi anunciada por volta das 5 horas da madrugada do dia 19 de janeiro. A princípio 75 detentos, membros do PCC, teriam fugido através de um túnel escavado de dentro da unidade até o lado de fora. Mais de 70 metros escavados, mais de 200 sacos de areia deixados em uma das celas da penitenciária e o fator mais questionado foi se nenhum agente penitenciário viu a fuga ou mesmo a escavação ou sequer suspeitou.

Com mais de 200 agentes das forças de segurança na fronteira, há suspeita de que os fugitivos possam ter evadido para os estados de origem. Logo após a fuga, comunicada para a Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) ainda na madrugada de domingo, equipes policiais foram enviadas para a região de fronteira, principalmente entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Chefes do PCC arquitetaram fuga em massa para reagrupar e dominar tráfico na fronteira