Além de pais, clube onde criança se afogou também será ouvido em investigação

Pais podem responder por homicídio culposo caso seja constatada negligência nos cuidados da criança

Além dos pais do menino de 3 anos, que faleceu no último domingo (25) após se afogar em um parque aquático na Capital no dia 18, os responsáveis pelo clube onde a família estava também serão ouvidos na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Os pais podem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo a delegada Franciele Candotti, os pais responderão pelo crime caso fique constatado negligência nos cuidados do menino. “A polícia precisa apurar o que houve. Ninguém vai em clube e deixa uma criança solta perto da piscina. Já fui em casos que uma criança se afogou numa altura de 40cm de água. Para ela, 40cm é um rio”, explica.

A delegada explica que os pais foram intimados a prestar depoimento na quinta-feira (29). Além deles, os responsáveis pelo parque aquático localizado na , também serão ouvidos. “Queremos saber do clube, onde estavam os salva vidas? Tinham ou não? Atenderam a criança?”, questiona Candotti.

A criança havia ficado sete dias internada e passou por dois hospitais da Capital. Após ficar na (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica, ela não resistiu e faleceu. A família optou por doar os órgãos e tecidos. Por isso, o enterro foi realizado somente nesta terça-feira pela manhã.

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