Advogado tenta liberdade de irmãos que atiraram na PM durante Omertà

Alegou risco de contaminação pelo coronavírus

Na terça-feira (24), advogado entrou com pedido de revogação da prisão ou liberdade provisória dos dois irmãos, presos no último dia 17 em uma chácara na saída para Rochedo. Um deles, Rodrigo Betzkowski, o ‘Patron’, foi alvo de busca e apreensão da segunda fase da Omertà, mas os dois acabaram detidos em flagrante.

Os dois acusados foram detidos pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, já que armas sem registro foram encontradas na chácara, e que, segundo a polícia, tiros foram disparados de dentro da casa contra equipe do Batalhão de Choque que auxiliava no cumprimento do mandado. Sobre Jorge Egídio, o advogado afirma ter sido o único que fez os disparos, e em um momento alega que ele deu apenas um tiro.

A defesa também afirma que Jorge só atirou porque estava assustado e não ouviu os policiais anunciarem “o tão conhecido grito ‘Polícia’”, acreditando se tratarem de bandidos. Além disso, também disse que ele ligou para o avô, que tem 87 anos, pedindo para que ligasse para a Polícia Militar via 190, mas como acreditou que eles não chegariam a tempo, fez um disparo da janela para o alto.

Nos autos foram anexadas cartas manuscritas feitas pelos avós de Jorge. O avô confirma a ligação feita pelo neto para que ele chamasse a PM e ainda diz que tem problemas de saúde e que só Jorge o ajuda e faz tudo por ele, que está sem chão, porque é o neto quem cuida dele. Tanto para Jorge quanto para Rodrigo o advogado tenta excluir a acusação de tentativa de homicídio.

Conforme a defesa, Jorge não teve intenção de homicídio e Rodrigo sequer atirou. Para Rodrigo também foi feito pedido de revogação da prisão e ainda foi utilizada alegação acerca do Covid-19, nas peças. O advogado apresentou a resolução que trata da liberação de alguns presos por conta da pandemia, sendo que no Estado, por enquanto, tiveram uma liberação para prisão domiciliar detentos do regime semiaberto e aberto. Os irmãos atualmente estão no Presídio de Segurança Máxima da Gameleira.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) representou pela manutenção da prisão preventiva dos irmãos. Quanto a Jorge, foi alegada necessidade de que ele permaneça detido para que não pratique outros delitos semelhantes. Já sobre ‘Patron’ o MPMS afirma que foram imputados crimes graves e que o mandado de busca e apreensão cumprido no dia 17 foi feito em razão da Omertà, que apura delitos de organização criminosa.

Sobre o coronavírus, o MPMS ainda afirma que foram estabelecidos padrões de conduta pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), além das medidas tomadas pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), com orientações para prevenção ao contágio do vírus.

Por fim, o MPMS manifesta que, caso o juiz decida por conceder a liberdade provisória aos réus, que sejam monitorados por tornozeleira eletrônica.

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