Juiz mantém preso advogado que matou PM em acidente de trânsito

Advogado disse que bebeu 4 doses de vodka em uma boate antes do acidente

Foi determinada pela prisão preventiva do advogado que matou o policial militar Luciano Abel de Carvalho Nunes, na madrugada de segunda-feira (19), em um acidente na Avenida Ministro João Arinos. O advogado estava bêbado.

O juiz plantonista Thiago Nagasawa Tanaka decidiu pela prisão do advogado, nesta terça-feira (20). Antes o juiz de direito Aluizio Pereira do Santos havia decidido, na audiência de custódia, que o pedido de liberdade feito pela defesa do advogado deveria ser julgado por um juiz plantonista.

A decisão foi tomada já que havia um pedido de liberdade feito no processo e para evitar conflitos o pedido deveria ser decidido pelo juiz plantonista. A defesa havia pedido pela liberdade sem pagamento de fiança alegando que o cliente não tinha condições financeiras.

O advogado está preso no Presídio Militar de Campo Grande, onde ocupa uma sala especial. Durante a audiência de custódia, ele confirmou que bebeu quatro doses de vodka em uma boate saindo de lá com uma garrafa de vodka, quando aconteceu o acidente.

Ele estava dirigindo um veículo Cobalt, que era Bob – carro com restrições documentais e que não pode circular. A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) estava vencida desde 2015. Ele disse que foi agredido com chutes e ameaçado com uma arma pelo homem que chegou no local do acidente.

Com medo, o advogado disse que resolveu fugir e contou que não chamou o socorro por que percebeu que outras pessoas que haviam chegado ao local tinham acionado o Corpo de Bombeiros. Quando encontrado, o advogado ainda tentou mentir afirmando que estava com um motorista de aplicativo, mas os policiais perceberam que se tratava do autor do acidente.

O acidente aconteceu por volta das 4 horas da madrugada desta segunda (19), quando o policial seguia na sua moto na rua Centaurea para entrar na  Avenida Ministro João Arinos e o carro Cobalt, de cor branca, estava vindo na avenida e quando a motocicleta atravessou houve a colisão. Com a colisão, o corpo do militar foi parar no canteiro central.

O militar morreu no local. O motorista tentou fugir a pé depois de abandonar o veículo no meio da avenida, mas foi alcançado perto da Cepol  e preso. O motorista não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e estava embriagado, sendo que o teste do etilômetro deu como resultado 0,79 mg/l.

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