Condomínio de luxo: Adolescentes quebram isolamento e promovem festa com bebida

Adolescentes chegaram a gravar vídeo que viralizou e indignou moradores

Uma festa regada a bebidas alcoólicas e muitos menores de idade em um condomínio de luxo, causou indignação em moradores de Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, cidade que continua registrando novos casos de coronavírus todos os dias. O Ministério Público informou nesta quarta-feira (24) que tomará as medidas necessárias.

A festinha chegou ao conhecimento das autoridades através de uma página na rede social denominada “Exposed TL”, criada para compartilhar informações sobre quem não respeita as regras de biossegurança conforme o decreto municipal.

Dezenas de menores que tem entre 14 e 15 anos já haviam ingerido bebidas alcóolicas e transitaram pela Orla da Lagoa Maior, sem máscaras na noite do último sábado (20). Depois, convocaram outros colegas para promoverem uma festa em condomínio de luxo localizado no bairro Interlagos. A convocação da festa foi gravada pelos próprios adolescentes.

Minutos depois do “salve” de convocação para a festa, o grupo de adolescentes compartilhou um novo vídeo, onde é possível verificar o estado de embriaguez do grupo de meninos, a quebra do isolamento social e o descumprimento ao toque de recolher.

De acordo com a Rádio Caçula, o vídeo viralizou na internet, atingindo mais de 15 mil visualizações e, consequentemente provocando a indignação de milhares de pessoas.

Um dos adolescentes que compareceu à festa é filho de um conselheiro tutelar do município. O conselheiro chegou a publicar um vídeo de prestação de contas, informando que ele mesmo apresentou o seu filho ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar.

O vídeo da festa chegou ao conhecimento do Ministério Público e, na noite desta quarta-feira (24), o Moisés Casarotto informou que todos os adolescentes serão identificados, assim como os respectivos responsáveis, que poderão responder criminalmente por infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena pode ser de um mês a um ano e multa.

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