Tentativa de homicídio no trânsito teria sido motivada por cobrança de dívida

Autor e vítima tinham negociado a venda de um carro

Nesta terça-feira (22), é julgado Rone Gonzalez, por tentativa de homicídio cometida contra outro homem em 7 de março de 2016. No dia do crime, os dois estavam em dois carros, quando os veículos emparelharam em uma rua na Vila Piratininga e Rone fez os disparos, atingindo a vítima.

A vítima, identificada como Izaias, contou ao júri que fez negociação da venda de um carro com Rone. Ele vendeu um Audi, recebeu outro veículo como forma de pagamento e ainda parcelou o restante da vítima, tendo que receber 7 parcelas de R$ 500. A tentativa de homicídio teria acontecido após o pagamento das primeiras 4 parcelas.

Segundo Izaias, Rone e ele combinaram para que o restante do valor fosse pago naquele dia, uma segunda-feira. Eles marcaram encontro na frente da gráfica onde Rone trabalhava, que era de propriedade do pai dele. Conforme o relato da vítima, o autor já o esperava no local dentro do carro e em determinado momento os veículos emparelharam, quando o autor teria feito os disparos.

Nas investigações a polícia apontou que quatro disparos teriam sido feitos com o revólver, sendo que dois atingiram a vítima e outros dois atingiram o veículo. Izaiais afirmou que nunca fez cobranças ao autor e nem mesmo ameaças. Já Rone contou uma versão diferente dos fatos, alegando que sequer queria atingir a vítima com os tiros e que só atirou porque estava com medo de ser assassinado.

Segundo ele, o carro foi comprado no fim de 2015. No dia seguinte em que pegou o veículo, o carro teria apresentado problemas e ele teve que desembolsar R$ 2,5 mil para conserto. Pelos problemas mecânicos, ele afirmou que acabou negociando com Rone para pagar apenas metade das parcelas que ficaram faltando.

A princípio Izaias não teria aceitou a negociação, mas cedeu. Rone afirmou que após alguns meses o homem ligou novamente para ele, para cobrar o dinheiro, dizendo que estaria desempregado e precisava do valor. Rone ainda contou que foi ameaçado várias vezes de morte e que no dia do crime viu o autor parado com o carro na frente do local de trabalho.

Ele então pegou a arma de fogo que tinha na gráfica e saiu para fazer uma entrega. Quando voltou, Izaias teria ido atrás dele com o carro, quando os dois se encontraram no trânsito. Rone ainda disse que os veículos chegaram a se encostar e que a vítima fez menção de que pegaria uma arma no carro, quando ele então fez os disparos.

Após os tiros atingirem Izaiais, ele conseguiu dirigir novamente até a gráfica, que ficava a um quarteirão do local da tentativa de homicídio, onde foi socorrido pelo pai de Rone e levado ao hospital. O acusado é julgado pelo crime de homicídio e ainda pela forma como teria adquirido a arma de fogo, que não tem registro e também por não ter porte ou posse do revólver.

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