Sindicato defende guardas que jogaram pimenta em trabalhadoras: ‘ação de polícia administrativa’

Em nota, o sindicato da Guarda Municipal classificou como ação de “polícia administrativa” durante protesto, realizado na maioria por mulheres, no Terminal Morenão em Campo Grande no último dia 15.

A corregedoria da Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) informou que irá abrir procedimento administrativo contra a equipe de guardas e tirá-los das ruas durante apuração de eventual excesso cometido no manifesto.

Nesta semana, o secretário especial de segurança e defesa social, Valério Azambuja disse que os membros do GPI (Grupo de Pronta Intervenção) da Guarda Municipal de Campo Grande passarão por novo treinamento após a durante manifestação no terminal.

Leia a nota:

Primeiro é dizer para a sociedade que o evento do dia 15 passado foi fruto de uma ação de polícia administrativa, de um lado havia manifestantes que não se pode discutir o mérito de seus protestos, de outro havia cidadãos embarcados em no mínimo quatro coletivos usufruindo do sagrado direito de ir e vir. As medidas tomadas pelos guardas foi no afã senão de evitar não só confronto entre populares que visavam continuar suas jornadas e de outro lado populares imbuídos no protesto – que a despeito de ser justo ou não as razões de suas manifestações – impediam a passagem e a livre circulação do transporte público, e, neste momento não restou a guarnição presente senão empenhar-se no desbloqueio da via. Contudo, tal ação de polícia administrativa ganhou proporções pública levando a instituições, entidades e políticos a elevar o tom contra a atuação legítima da guarnição presente, levando a um acinte que somente traz em tema a insegurança jurídica das condutas expressamente legais da guarda municipal. Aguardaremos a nossa liderança maior, senhor Hudson Pereira Bonfim, presidente do sindicato, que às expensas próprias se encontra no município de Embu das Artes se qualificando para atuação respaldada e qualificada junto a Guarda Municipal, e de onde também se encontra incomunicável ante a rigidez do tirocínio que se propôs a empreender, para numa coletiva junto a imprensa e voltado a uma ação clara e contudente, que lhe é peculiar, demonstrar a legitimidade da atuação dos guardas municipais envolvidos na ocorrência mencionada, bem como para esclarecer a sociedade em geral a legalidade da atuação da guarda municipal. Subscrevem a diretoria do sindicato e seu departamento jurídico. Campo grande, MS, 19 de novembro de 2019.

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