Reconstituição confronta versão do delegado suspeito de matar boliviano em ambulância

Fernando Araújo está preso pelo assassinato dentro de ambulância em Corumbá

Foi feita na noite desta segunda-feira (8), a reconstituição simulada do assassinato do boliviano Alfredo Rangel Weber morto dentro de uma ambulância, no dia 23 de fevereiro. A Corregedoria da Polícia Civil e a delegacia de Homicídios fizeram a simulação.

O delegado da Deaji (Delegacia de Atendimento a Infância, Juventude e do Idoso) de Corumbá, Fernando Araújo da Cruz Júnior seria o suspeito do assassinato, mas não teria participado da reprodução. Ele está preso em uma cela do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), em Campo Grande.

Testemunhas presenciais participaram da simulação para que todas as versões do caso fossem analisadas, e possa saber o momento exato em que Alfredo foi assassinado. Segundo o site Diário Corumbaense, um laudo deve apontar a veracidade dos fatos e como foi a execução do boliviano.

Prisão

Fernando foi preso no dia 29 de março, durante uma operação do Garras em Corumbá. Ele é suspeito de participação no assassinato do boliviano Alfredo Rangel Weber dentro de uma ambulância, no último dia 23 de fevereiro.

Alfredo teria sido sócio de Odacir Santos Correa, ex-barão do narcotráfico preso pela Polícia Federal na Operação Nevada, em 2003. Odacir, que atualmente cumpre pena de 14 anos por tráfico internacional de drogas, também seria ex-marido de Sílvia Aguilera, atual mulher do delegado e filha de Asis Aguilera Petzold.

No dia do assassinato, Alfredo teria encontrado Sílvia e cobrado uma dívida de seu ex-marido, Odacir. Ele teria ameaçado a mulher e o delegado teria intervindo e esfaqueado três vezes o boliviano. Fernando teria armado, ainda, emboscada para interceptar a ambulância que transportava Alfredo à Corumbá, após piora em seu estado de saúde.

Afastamento do cargo

O delegado foi afastado de suas funções no dia 4 de abril. A decisão foi da Corregedoria Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, e pela decisão o delegado deverá entregar sua carteira funcional, suspensão de senhas para acesso a banco de dados da administração pública, além de sua arma também ser recolhida.

 

 

 

 

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