Quatro acusados de matarem rapaz em ritual serão julgados nesta quinta

Quatro acusados de matarem Hélio Teixeira da Costa, de 29 anos, serão julgados na próxima quinta-feira (25) pelo Tribunal do Júri de Campo Grande. Hélio foi morto no início de 2017 após um ritual em um terreiro no Jardim Tijuca. Em janeiro foi realizado o julgamento da mãe de santo conhecida como ‘mãe Maria’.Ela foi absolvida das acusações.

Como os demais acusados recorreram, o processo foi desmembrado com relação a eles e, após o TJMS manter a pronúncia, o júri foi agendado para esta quinta-feira.

Todos os acusados foram pronunciados pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida, no crime de homicídio qualificado pelo meio cruel (artigo 121, § 2º, inciso III do Código Penal).

Caso

Além dela, quatro pessoas foram presas na época pela morte de ‘Helinho’. Gleibson José de Lira, de 35 anos, vulgo ‘Lagoa’, José Glebeson de Lira, de 34 anos, conhecido como ‘Lagoinha’ e Lucas Rodrigues de Almeida de 18 anos, todos presos no terreiro de umbanda onde a vítima foi morta.

Segundo o relato dos acusados no dia 28 de janeiro aconteceu uma festa de adoração no terreiro que se estendeu para a madrugada de terça-feira (29). Durante a festa a ‘Mãe Maria’ estaria incorporada e Helinho também teria incorporado, mas segundo eles seria um espírito maligno – 7 facadas.

Quando incorporou, Hélio Teixeira, tentou matar ‘Mãe Maria’ e foi segurado por quatro homens que estavam participando da festa espancando a vítima, que foi colocada dentro do porta-malas de um Fiat Pálio e levada para o terreno baldio.

Já no terreno baldio, Lucas que estava com uma faca teria segurado a cabeça de Hélio e desferido o golpe que quase decapitou a vítima. Quando retornaram avisaram que tinham deixado Helinho como uma ‘galinha destroncada’. Em depoimento, ‘Mãe Maria’ afirmou não se lembrar de nada, já que estava incorporada, mas disse ter pedido para darem um jeito em Hélio que estava descontrolado, e não para matá-lo.

O delegado Márcio Obara da DEH (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídio), disse que os relatos dos acusados levam a crer que eles usaram a religião para se esconder atrás do crime.

Segundo o Ministério Público, o crime teria sido praticado por meio cruel, já que os acusados eram maioria eagrediram a vítima com chutes, socos e golpes de faca, causando-lhe inúmeros ferimentos enquanto vivo, apenas com o objetivo de prolongar e intensificar sua dor. Por fim, cortaram-lhe o pescoço, terminando de matá-lo.

 

 

 

 

 

 

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