Professor de escola particular é demitido após denúncia de assédio sexual

Até o momento, quatro alunas denunciaram assédio

Professor de uma escola particular de Campo Grande foi demitido após denúncias de assédio sexual virem à tona nesta quarta-feira (3). Os casos são investigados pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e até o momento, quatro alunas denunciaram o assédio. Os nomes, da escola e do professor investigado, serão preservados pela reportagem.

Conforme apurado, uma coordenadora pedagógica, que teria recebido as denúncias de assédio por parte das estudantes de aproximadamente 16 anos e não tomado providências, também foi demitida pela unidade.

O advogado André Borges, que defende o professor, informou que se manifestará sobre o caso nesta quinta-feira (4). A escola informou ao Jornal Midiamax, que desconhecia o caso até esta quarta, quando a imprensa noticiou o fato. A unidade escolar então, informou que afastaria o professor, que trabalhava há oito anos no local e nunca foi alvo de denúncia.

O advogado do colégio, Reinaldo Leão Magalhães, tem informações controversas sobre o caso. Primeiro, ele afirma que a denúncia foi feita por meio de uma caixinha de reclamações e sugestão, quando um aluno teria descrito o abuso sofrido por uma colega. Depois, afirma que a diretoria do colégio só soube do problema na aula desta quarta, quando alunas se recusaram a entrar na sala para assistir à aula do professor acusado.

Nesta terça-feira (2) quando o professor entrou em sala, mais de 15 meninas saíram em forma de protesto e sentaram no pátio. “É um absurdo porque ligamos lá e os funcionários falam que não sabem de nada”, contou a mãe de uma aluna. A princípio, o professor teria familiares atuando na direção do colégio, mas o fato não foi confirmado.

As alunas prestaram depoimento sobre assédio que sofreram por parte do professor. Segundo elas, o educador as aborda de maneira indevida e em alguns casos chegou a usar palavras depreciativas, as chamando de ‘delicinha’ ou ‘gostosinha’, fato documentado pela polícia. A delegada Franciele Candotti, da Depca, informou que o inquérito policial foi aberto há cerca de um mês.

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