PRF intercepta veículo e prende terceiro envolvido em sequestro de motorista

Veículo foi interceptado na BR-262 em Miranda

Terceiro envolvido no sequestro de um motorista de aplicativo, rendido na madrugada deste domingo (24), em Campo Grande, foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) enquanto tentava levar o carro roubado da vítima para Corumbá – distante 425 km da Capital.

O Toyota Etios que pertence à vítima foi interceptado na Unidade Operacional da PRF, na BR-262 em Miranda, por volta das 5h10. Abordado, o condutor, de 18 anos, confessou que receberia R$ 5 mil para entregar o carro a um homem, conhecido por ‘boliviano’, na Cidade Branca.

Automóvel e preso foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Miranda. A polícia deve investigar se roubo do carro teria sido encomendado pelo PCC. Um dos bandidos foi morto em troca de tiros com o Batalhão de Choque da Polícia Militar e uma mulher envolvida presa.

Sequestro

De acordo com as informações da polícia, o motorista foi acionado para atender uma corrida em frente ao Burger King da avenida Afonso Pena, região central da Capital. No local, três pessoas entraram no carro, entre elas uma mulher.

No trajeto, chegando próximo ao Morro do Mandela, localizado no bairro Izabel Garden, o motorista foi rendido e amarrado pelos bandidos. Enquanto o motorista era mantido refém na região, outro comparsa saía de Campo Grande com o veículo.

Policiais do Choque faziam diligências e visualizaram um dos suspeitos, que atirou contra a equipe. Os policiais revidaram com tiros e o bandido foi atingido. Ele foi socorrido até o hospital, mas não resistiu e morreu.

Filme de terror

“Vivi um filme de terror nas horas que fiquei na mão deles”, relata o motorista. Foram cinco horas de angustia até a chegada do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

A chamada era para atender uma corrida em frente ao Burger Kink da avenida Afonso Pena, por volta das 23h30. “Era mais um dia normal, mas estranhei quando eles chegaram por trás do veículo e entraram. Depois fiquei tranquilo porque a mulher começou a reclamar que comeu muito e pediu até para abrir os vidros”, conta o motorista.

Na Ernesto Geisel, a mulher falou que iria vomitar e o motorista parou. “Parei para ela vomitar e eles anunciaram o assalto. A mulher e o outro homem que sentou na frente estavam armados e mandaram que eu sentasse no banco de trás”.

A partir daí, o filme de terror começou para o trabalhador. “Eles colocaram a arma na minha cabeça, me ameaçavam a todo momento. Como meu carro não entrava na estrada do Morro do Mandela, eles me deixaram em uma mata e o outro levou o carro”, explica a vítima.

Na mata, a mulher e o outro homem ficaram vigiando a vítima. “Ele ficava do meu lado e ela ia e voltava toda hora de algum lugar, também fazia várias ligações”, detalha. “Quando ele viu a polícia, pulou por cima de mim e correu. A mulher não estava nessa hora”.

Ainda em choque, o motorista revela que mesmo com a chegada da polícia, não sabia definir se era uma ajuda para ele ou outros comparsas do bando. “Só vi que era a polícia quando eles começaram a me desamarrar”, conta aliviado.

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