Policial militar que matou colega de farda tem prisão decretada e está foragido

A investigação aponta que autor estaria com ciúmes de um possível relacionamento da ex-mulher com vítima

Na sexta-feira (25), após representação feita pela Polícia Civil de Aquidauana, cidade distante 143 quilômetros da Capital, o juiz Giuliano Máximo Martins decretou a prisão preventiva do soldado Izaque Leon Neves, de 33 anos. Ele é acusado de assassinar o colega de farda, Jurandir Miranda, de 47 anos, na noite de quinta-feira (24).

Conforme as informações da polícia, a investigação aponta que Izaque estaria com ciúmes de um possível relacionamento da ex-mulher com Jurandir e usou desta motivação para o assassinato. Jurandir foi de motocicleta até o bar de Izaque, que estava sentado em uma cadeira e logo se levantou e atirou sete vezes contra a vítima, com uma pistola da Polícia Militar.

Jurandir estava em cima da motocicleta quando foi atingido pelos primeiros tiros. Izaque não parou de atirar após a vítima cair e ainda tentou esganar o colega, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.

A ex-mulher de Izaque procurou a Polícia Civil para prestar depoimento e disse que, antes de matar Jurandir, o policial telefonou para ela e a ameaçou, dizendo que se fosse vista com outro homem seria assassinada na presença dos dois filhos do ex-casal. Ela solicitou medida protetiva de urgência, deferida pelo juiz assim que decretou a prisão de Izaque.

O porte de arma do policial militar também foi suspenso. A Polícia Civil apreendeu imagens de câmeras de segurança do local, que filmaram toda a ação. Uma testemunha ainda contou para a polícia que não viu nenhuma arma de fogo com Jurandir. Izaque é considerado foragido e deve responder por homicídio qualificado.

Dois homicídios em um dia

Na noite de sexta-feira (25), menos de 24 horas após a morte de Jurandir, Vilson Nascimento Nogueira de 48 anos foi assassinado a tiros por Gabriel Felipe Prates da Silva, de 23 anos. O autor do crime contou que a vítima tinha uma dívida de R$ 230 e que atirou durante uma discussão entre os dois, no momento em que fazia a cobrança do valor.

Gabriel foi preso pelo homicídio e também pelo porte ilegal de arma de fogo. Ele fez dois disparos que atingiram a vítima, mas também teria tentado atirar outras quatro vezes, sendo que a arma teria falhado.

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