Policial militar que matou bioquímico em sala de cinema é solto pela Justiça

O policial militar ambiental Dijavan Batista dos Santos que matou o bioquímico Júlio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, está solto e trabalhando administrativamente na PMA (Polícia Militar Ambiental) em Dourados. A Justiça concedeu habeas corpus ao policial que agora responde em liberdade.

O policial ficou preso uma das celas do Presídio Militar, na Capital. Durante os depoimentos na Polícia Civil, foram ouvidas 20 testemunhas. Com base nos depoimentos, perícia e imagens de câmeras de segurança, foi concluído que o disparo aconteceu depois que a briga já tinha terminado – não no momento em que Júlio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, tentava tirar a arma do PMA, como alegado pelo acusado.

O PMA informou que estava na sala de cinema, acompanhado dos dois filhos, de 14 e 10 anos de idade. A família ocupava as poltronas 9, 10, 11 da fileira sete e um dos filhos do policial sentava ao lado de Júlio Cesar Cerveira Filho, 43 anos. Júlio, conforme relato, começou a abrir e fechar os braços, também as pernas, batendo contra o menino sentado na poltrona 11. Neste momento, o pai optou por trocar de lugar com o filho e pediu para que a vítima parasse com as provocações. A vítima teria saído do local e dado um tapa no rosto do filho do PMA.

Já nas escadarias de saída, Júlio teria puxado a camisa do PMA e dito para que resolvessem a situação ali mesmo. O homem se identificou como policial e sacou a arma que portava na cintura, uma pistola calibre .40. Júlio tentou tirar a arma do policial, quando houve um disparo que o atingiu.

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